MP: ação em São José dos Campos mira lavagem de dinheiro ligada ao PCC
Por Agência Brasil
Publicado em 29/07/2026 12:56:44Nesta quinta-feira (28), foram cumpridos três mandados de busca e apreensão, bem como foi decretado o bloqueio de veículos e imóveis de alto padrão e também de R$ 2,5 milhões.
Os envolvidos utilizavam pessoas jurídicas para realizar negociações imobiliárias com o objetivo de ocultar a origem, a localização e a propriedade de recursos, provenientes do tráfico de drogas. A investigação foi iniciada porque as movimentações patrimoniais eram incompatíveis com a capacidade financeira dos envolvidos.
A investigação aponta que os suspeitos destinavam o dinheiro para um ex-integrante do PCC, que foi condenado na Operação Boate Azul, deflagrada pelo Gaeco no ano de 2016. O criminoso, já morto, comandava o tráfico de drogas na região sul da cidade.
Além disso, um dos alvos da investigação já havia sido sentenciado a 13 anos e 2 meses de reclusão por falsidade ideológica, porte de arma e tráfico de drogas, por meio da operação de 2016.
Operação Boate Azul
Em 2016, a Gaeco deflagrou a Operação Boate Azul, que resultou na prisão de 23 pessoas que participavam de uma organização criminosa que dominava o tráfico de drogas na zona sul de São José dos Campos. Segundo o Ministério Público, a organização criminosa era chefiada por um membro do PCC.
Foram presas 14 pessoas durante a operação, além de outras nove que já haviam sido presas em flagrante por tráfico de drogas. Também foram apreendidos mais de 100 quilos de pasta base de cocaína e maconha, armas e documentos.
A segunda fase da operação teve início em outubro de 2017, quando 30 policiais civis foram denunciados de participarem da organização criminosa. Além dos agentes civis, uma advogada e outras quatro pessoas foram condenadas por tráfico de drogas, extorsão e corrupção.
Dos 30 policiais civis processados, 26 receberam condenações por improbidade administrativa. As penalidades impostas incluíram a perda do cargo público, a suspensão dos direitos políticos que variam de três a oito anos, além do pagamento de multa civil fixada em 30 vezes o montante de seus vencimentos.
Além disso, os agentes públicos foram condenados, de forma solidária, ao pagamento de uma indenização estipulada em R$ 2 milhões a título de danos sociais, valor este sujeito a atualização monetária e incidência de juros.
Por fim, a Justiça de São José dos Campos condenou mais cinco pessoas por lavagem de dinheiro, em outubro de 2023.