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Samantha Morton diz que papel em 'A Odisseia' devolveu esperança de continuar em Hollywood

Por Agência Estado

Publicado em 04/08/2026 10:50:33

Após décadas construindo uma carreira sólida no cinema independente, Samantha Morton vive um dos momentos mais marcantes de sua trajetória profissional. Aos 49 anos, a atriz voltou aos holofotes com sua interpretação da feiticeira Circe em A Odisseia, novo filme dirigido por Christopher Nolan, e revelou que o projeto representou muito mais do que um grande papel: trouxe de volta a esperança de seguir trabalhando em Hollywood.

Indicada ao Oscar em duas ocasiões, Morton contou que enfrentou períodos de instabilidade ao longo da carreira e chegou a passar um ano sem novos trabalhos após concluir as filmagens do longa. Em entrevista ao podcast Happy Sad Confused, a atriz refletiu sobre as dificuldades da profissão e sobre o impacto positivo que o sucesso do filme teve em sua vida.

Durante a conversa no podcast, Samantha Morton afirmou que o reconhecimento recebido por A Odisseia renovou sua confiança no futuro da carreira.

"Esperança e fé", respondeu a atriz ao ser questionada sobre o significado do sucesso do longa. Segundo Morton, o projeto reforçou a ideia de que persistir e continuar entregando bons trabalhos pode abrir portas, mesmo após anos enfrentando dificuldades.

Ela também revelou que ficou cerca de um ano sem atuar depois das gravações do filme e destacou que, apesar de contar com uma equipe experiente de agentes e empresários, a profissão continua cercada de incertezas.

"Tenho 49 anos e, embora acredite ser uma boa atriz, existem outros bons atores por aí", afirmou.

A ligação de Christopher Nolan

Em entrevista à Variety, Samantha Morton contou que emocionou-se ao receber a notícia de que Christopher Nolan queria conhecê-la para integrar o elenco de A Odisseia.

Segundo a atriz, sua equipe trabalha com ela desde os 19 anos e passou décadas tentando aproximá-la de grandes diretores, enquanto ela construía uma carreira predominantemente voltada ao cinema independente.

Morton relembrou que chegou a enfrentar dificuldades financeiras ao longo dos anos, incluindo momentos em que não sabia se conseguiria pagar a hipoteca ou quando voltaria a trabalhar.

A atriz também afirmou à Variety que papéis como o de Circe se tornam cada vez mais raros conforme sua carreira avança.

"Continuo trabalhando bastante, mas principalmente em filmes independentes ou na televisão", declarou.

Ovação nos bastidores

O desempenho de Samantha Morton chamou atenção também durante as filmagens. De acordo com Christopher Nolan, a atriz recebeu uma ovação espontânea do elenco e da equipe após uma de suas cenas, algo que, segundo o diretor, não acontecia em um de seus sets desde a atuação de Heath Ledger como Coringa em O Cavaleiro das Trevas.

A repercussão da interpretação fez com que especialistas já apontassem Morton como uma possível candidata ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Efeitos práticos e reconhecimento

Em entrevista à Vanity Fair, Samantha Morton revelou que uma das principais sequências envolvendo Circe foi realizada inteiramente com efeitos práticos, sem o uso de computação gráfica.

Na cena, a personagem transforma os homens de Odisseu em porcos. A atriz explicou que sua experiência trabalhando como assistente de mágico na juventude fez com que valorizasse ainda mais o trabalho artesanal envolvido na produção cinematográfica.

Enquanto celebra o sucesso de A Odisseia, que já ultrapassou US$ 912 milhões (cerca de R$ 4,6 bilhões na cotação atual) em bilheteria mundial, Morton também reforça um debate recorrente em Hollywood, a diminuição das oportunidades para atrizes mais velhas. Nos últimos anos, nomes como Kirsten Dunst e Carrie Coon também falaram publicamente sobre os desafios enfrentados com o avanço da idade na indústria cinematográfica.

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