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Dia dos Pais doloroso

Filho de piloto morto lembra que a vítima era apaixonada pela profissão

Por Romulo Cunha, Fred Vidal

Publicado em 10/08/2026 00:00:00 Atualizado em 10/08/2026 00:00:00
Filho do piloto Alessandro Rocha (detalhe) é amparado no IML

Familiares do piloto Alessandro Rocha, que morreu na queda do helicóptero na região da Vista Chinesa, estiveram no Instituto Médico Legal (IML) Afrânio Peixoto, no Centro, para reconhecer e liberar o corpo, ontem.

Em pleno Dia dos Pais, o engenheiro Sven Rocha, de 23 anos, filho mais velho do comandante, precisou ser forte para realizar os procedimentos no IML. Ele destacou que Alessandro era uma pessoa cheia de vida e apaixonado pela profissão. 

"Eu achava que ele ia viver para sempre. Não idealizando algo, mas era uma pessoa muito viva. Falava o tempo inteiro com todo mundo. Ele era alegria. Era instrutor há mais de 20 anos e acumulou muitos anos de voo. Desde que eu o conheço, sou filho do Comandante Rocha. Era um homem que não brincava. Era sério no trabalho", contou.

O jovem revelou que antecipou a comemoração do Dia dos Pais para a última quinta- feira, pois não ia conseguir estar presente com o pai ontem. Na data, a família celebrou com um churrasco.

"Estávamos comemorando o ingresso nessa empresa. Ele tinha um pouco mais de um mês. Falou que estava muito feliz e contente. As coisas estavam caminhando. Era só mais um voo. É uma notícia realmente triste", destacou o filho.

Rocha deixou a mulher e três filhos, sendo uma de 2 anos e um bebê de 3 meses.

Segundo a empresa Voo Rio Panorâmico, a aeronave estava com a manutenção e a documentação em dia. A companhia ainda destacou que Rocha tinha experiência para a condução. Ele mesmo tinha vídeos nas redes sociais pilotando pela empresa.

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