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Suspeitos de envolvimento na morte de ciclista vão para presídio

Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado são investigados por crime contra Cláudio Rafael Landeiro Moreira, em Copacabana

Por Romulo Cunha, Fred Vidal

Publicado em 21/08/2026 11:27:30
Jorge (branco) e Davi (cinza) foram transferidos para Benfica junto com outros detidos
Rio - Os seguranças Jorge Luiz Ricardo Dias e Davi Santos Machado, suspeitos de envolvimento na morte do ciclista Cláudio Rafael Landeiro Moreira, de 37 anos, foram transferidos para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte, na manhã desta sexta-feira (21).
A dupla estava detida desde quinta-feira (20) na 12ª DP (Copacabana), responsável pela investigação do caso. Eles ficarão no presídio até a realização de audiência de custódia. Presos por outros crimes também foram levados para a penitenciária junto com os seguranças.
O crime aconteceu no último dia 11. Cláudio havia saído de casa, em Botafogo, na Zona Sul, para andar de bicicleta. Na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, também na Zona Sul, ele foi abordado por um segurança de um estabelecimento, que desconfiou que o veículo era furtado. No entanto, a bicicleta era da irmã da vítima.
Segundo as apurações, Davi, de 22 anos, foi um dos primeiros a abordar o ciclista. De acordo com a família, a vítima tinha transtornos mentais e, naquele momento, não conseguiu explicar que o veículo pertencia à irmã.
A abordagem acabou em agressão. Imagens de câmeras de segurança mostraram que os autores levaram o ciclista até outro ponto de Copacabana, onde continuou sendo atacado. Em uma gravação, um homem - que seria Davi - aparece carregando um pedaço de madeira. Em outra, dois entregadores são flagrados quando abordavam a vítima.
Cláudio foi agredido com pauladas, enquanto outros suspeitos o seguravam e o espancavam com socos e pontapés.
Davi é apontado como um dos homens envolvidos nas agressões. Antes de se entregar, ele havia prestado depoimento duas vezes. Segundo informações da Polícia Civil, inicialmente, ele negou participação, mas posteriormente admitiu envolvimento.
Já Jorge, de 56 anos, teria participado da abordagem inicial e retirado do local a bicicleta que estava com Cláudio. De acordo com a Civil, o homem não teve envolvimento direto com as agressões fatais.
Em nota, o Governo do Estado do Rio valorizou a prisão dos seguranças. "A Polícia Civil agiu com rapidez. A barbárie cometida contra ele [Cláudio] é revoltante e terá uma resposta firme das forças de segurança. O Governo do Estado do Rio de Janeiro se solidariza com os familiares, amigos da vítima e moradores de Copacabana neste momento de profunda dor e luto", diz o texto.
Os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23, e Aílton José da Silva, 24, são considerados foragidos da Justiça.
A reportagem ainda não localizou a defesa dos citados. O espaço está aberto para manifestação.