Geral

Do medo à autoestima

Peruca 2.0 ganha espaço e transforma o visual de homens que ficaram carecas

Por Rodrigo T. Ribeiro

Publicado em 24/08/2026 00:00:00 Atualizado em 24/08/2026 00:00:00

Será que é dos carecas que elas gostam mais? A brincadeira já virou música, meme e até argumento para quem encara a falta de cabelo com bom humor. Mas, para muitos homens, recuperar os fios significa muito mais do que mudar o visual. A prótese capilar masculina tem conquistado espaço entre homens de diferentes idades e ajudado a resgatar a autoestima de quem decidiu voltar a se enxergar com cabelo.

Em Nova Iguaçu, o profissional Bruno de Oliveira Soares, de 40 anos, acompanha de perto essa transformação. Usuário de prótese desde 2008, ele começou a trabalhar no segmento depois de perceber que era possível alcançar resultados muito mais naturais do que aqueles que conhecia no início da própria experiência.

"Eu sou usuário de prótese desde 2008. No início era muito preconceito, mas o resultado da prótese também não era muito bom", conta Bruno.

A história profissional começou dentro de casa. Filho de cabeleireira, ele cresceu acompanhando a mãe trabalhar com cabelos. Em 2010, ela ajustou o corte da prótese usada pelo filho e conseguiu um resultado mais natural. O visual chamou atenção e despertou o interesse de outras pessoas.

A primeira prótese colocada pela família em um cliente foi em 2012. O negócio cresceu gradualmente até ganhar força em 2016, quando Bruno chegou a 132 próteses instaladas em um único ano. Em 2019, deixou o emprego em uma multinacional para se dedicar integralmente ao segmento.

A estratégia ajudou a popularizar uma proposta que hoje é a principal bandeira do trabalho: fazer com que a prótese pareça, de fato, cabelo.

"Consegui quebrar todo o tabu que existe no mercado de próteses capilares. Ainda existem pessoas que não conhecem a prótese e ainda existem resultados ruins, mas todas as pessoas que colocam próteses conosco proporcionam um pouco mais de crescimento, porque despertam o interesse de outras pessoas em usar próteses com essa pegada realista e natural", afirma.

  • Mais sobre: