Justiça bloqueia R$ 34,6 mi em operação contra esquema especializado em roubo de alianças em SP
Por Agencia Estado
Publicado em 24/08/2026 11:01:07A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira, 24, uma operação contra uma rede suspeita de roubos, receptação e comércio de metais preciosos, como alianças e joias de ouro. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 34,6 milhões em contas dos investigados.
A Operação Ouro Reverso 2 é coordenada pela 3ª Delegacia de Investigações sobre Fraudes Financeiras e Econômicas, da Divisão de Investigações Gerais (DIG) do Deic. Os agentes cumprem quatro mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 28 de busca e apreensão na capital paulista e em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Entre os alvos da operação está uma área conhecida como "Círculo de Fogo", na região central de São Paulo. Segundo as investigações, empresas instaladas no local seriam responsáveis por adquirir joias provenientes de roubos e furtos e posteriormente derreter o ouro, dificultando a identificação da origem dos objetos. A investigação localizou empresas responsáveis por comprar joias roubadas e derreter o material.
De acordo com a investigação, o esquema começava com o furtos e roubo de joias e passava por comerciantes e empresas responsáveis por receber e processar o ouro. O objetivo seria eliminar a identificação das peças e permitir que o metal de origem criminosa voltasse ao mercado.
Primeira fase da operação
Durante a Operação Ouro Reverso, realizada em maio do ano passado, no centro da capital paulista, diversas joias foram apreendidas. A ação resultou na recuperação de 16 alianças em lojas no centro de São Paulo, além da apreensão de aproximadamente R$ 2,7 milhões em ouro e joias e R$ 157 mil em dinheiro.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, durante a operação, também foi preso o principal negociador de ouro e joias furtadas e roubadas da organização criminosa que era liderada pela Suedna Barbosa Carneiro, de 41 anos, conhecida como a "Mainha do Crime", detida em fevereiro deste ano.
Ela é apontada como financiadora de crimes de roubo como o que vitimou o ciclista Victor Medrado, que pedalava em frente ao Parque do Povo.
Já o indivíduo, segundo as investigações, atuava como "flecha da organização criminosa, recebendo as joias provenientes do crime e vendendo de maneira rápida para lojas do centro da cidade", afirmou a secretaria.