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'Não sabemos se poderemos ajudá-lo, mas vamos tentar', diz Instituto dos EUA sobre Lito Sousa

Por Agencia Estado

Publicado em 25/08/2026 15:06:18

O Broad Institute afirmou em uma publicação nas redes sociais nesta terça-feira, 25, que está em contato com a equipe do influenciador e mecânico de avião Lito Sousa para ajudar a avaliar as opções disponíveis, após receber mensagens sobre o caso do brasileiro, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).

O centro de pesquisa, localizado em Cambridge, no Estado de Massachusetts, é fruto de uma parceria entre o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), a Universidade de Harvard, hospitais associados a Harvard, outras instituições acadêmicas e empresas, como Bayer e Novo Nordisk.

Criado em 2004 com o objetivo de descobrir as principais causas de doenças comuns e raras e usar esse conhecimento para ajudar a desenvolver intervenções terapêuticas seguras e eficazes, o Broad Institute é uma organização independente e sem fins lucrativos.

"Obrigado a todos que entraram em contato para demonstrar apoio a Lito Sousa. Estamos em contato com a equipe dele para ajudar a avaliar as opções disponíveis", escreveu o instituto em uma publicação no Instagram.

"A doença priônica é rara e devastadora e, no momento, não há tratamentos eficazes. Estamos trabalhando intensamente para mudar esse cenário, mas as pesquisas - incluindo os ensaios clínicos - ainda estão em estágio inicial. Estamos avançando o mais rápido que podemos", acrescentou.

Segundo o Broad Institute, dezenas de milhares de pessoas entraram em contato para demonstrar carinho e preocupação com Lito. "Não sabemos se poderemos ajudá-lo, mas vamos tentar."

Mais cedo, a esposa do influenciador, Mila Seidl, informou que eles ainda não conseguiram vaga para tratamentos experimentais contra a DCJ. Segundo ela, o Broad Institute afirmou que Lito poderia fazer a entrevista inicial para ficar no grupo de controle, que não recebe o medicamento. "Provavelmente teríamos que nos mudar e ficar à disposição sem ter uma certeza que um dia receberíamos o medicamento", escreveu ela nas redes sociais.

Na publicação, Mila disse que a Ionis Pharmaceuticals, responsável pelo estudo com o medicamento experimental ION717, apontado pela família como a "principal esperança de tratamento", afirmou que a pesquisa está fechada para novos participantes e que não pode permitir o uso compassivo da substância.

Mila ainda afirmou que todas as respostas que receberam até agora foram de contatos feitos pela própria família. "Não tivemos contato do Itamaraty e do Governo Federal ou iniciativas do Ministério da Saúde com relação ao caso do tratamento."

Lito, conhecido pelo conteúdo sobre aviação e por participações em podcasts e programas de televisão, foi diagnosticado com DCJ, uma doença neurodegenerativa rara associada ao acúmulo de príons, proteínas anormais que comprometem o funcionamento do cérebro. A doença pode causar alterações motoras, de coordenação, visão, memória, comportamento e outras funções cognitivas.

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