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TSE autoriza campanha de Anthony Garotinho ao Governo do Rio

Decisão derruba determinação do TRE-RJ que impedia o candidato de fazer propaganda em TV e rádio, além de ir a debates

Por Romulo Cunha

Publicado em 29/08/2026 12:44:16
Anthony Garotinho é candidato ao governo do estado do Rio
Rio - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concedeu uma liminar, na noite desta sexta-feira (28), e autorizou a campanha de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo estadual. A decisão derruba a proibição que havia sido imposta pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ).
Com a determinação, Garotinho poderá ter acesso ao recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Além disso, o candidato conseguirá participar da propaganda eleitoral em rádios e TVs e comparecer aos debates na disputa pelo Governo do Rio.
Na manhã deste sábado (29), Anthony celebrou a decisão em um vídeo publicado nas redes sociais. "Ainda bem que o TSE disse que não existe a decisão do TRE no mundo jurídico. Ela é totalmente ilegal. A palavra usada foi usurpação, que é tomar uma decisão além do que é permitido pela própria lei. Deus é maior. Eu sou e continuo candidato. O povo do Rio quer justiça. A mudança no Brasil tem que começar pelo Rio. É preciso ter coragem para acabar com essa vergonha da política no nosso estado. Eu vou concorrer com os meus direitos em dia", discursou.
Na quinta-feira (27), o TRE-RJ decidiu, por unanimidade, impedir a campanha de Garotinho entendendo que ele permanece com os direitos políticos suspensos devido a uma condenação por improbidade administrativa já transitada em julgado.
A Procuradoria Regional Eleitoral no Rio destacou que a suspensão dos direitos políticos começou a valer em 11 de julho de 2025, data do trânsito em julgado da condenação. Segundo o Ministério Público Eleitoral, a contagem da pena não admite retroação. Dessa forma, a sanção segue em vigor nas eleições deste ano.
Em 2018, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio (TJRJ) condenou Garotinho por crimes de improbidade cometidos entre 2005 e 2006, quando o ex-governador era secretário de Governo da própria mulher, Rosinha. À época, foram descobertos desvios de R$ 234 milhões da área da Saúde.
A sentença impôs oito anos de suspensão dos direitos políticos, multa, ressarcimento ao erário, pagamento por danos morais coletivos e proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais.
Apesar do TSE autorizar a campanha, a situação eleitoral de Garotinho ainda depende da análise definitiva do pedido de registro.
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