Um ano sem Luis Fernando Verissimo: 20 frases para celebrar o legado do autor de
Por Agência Estado
Publicado em 30/08/2026 17:29:11Luis Fernando Verissimo marcou época como autor de crônicas, livros e frases marcantes no Brasil. Ele morreu aos 88 anos de idade, em 30 de agosto de 2025, há exatamente um ano.
As frases inesquecíveis de Luis Fernando Verissimo
"Só há o agora. Tempo passado é lembrança e tempo futuro é adivinhação. Só o presente é tempo legítimo."
"O que separa o homem dos bichos é que o homem sabe que é irracional."
"Conhece-te a ti mesmo, mas não fique íntimo."
"Deus nos livre da burrice alheia, que a nossa é pitoresca."
"A biblioteca é o lugar onde começamos a nos conhecer."
"Depois de uma certa idade, é temerário fazer aniversário. Que agonia! Todo 'parabéns' soa, mesmo dito numa boa, como ironia."
"Meu medo é que tenha outra vida após a morte, mas que seja só para debater esta."
"Vou morrer sem realizar o meu grande sonho: não morrer nunca."
"A vida é a melhor coisa que eu conheço para passar o tempo."
"O mundo não é ruim, só está mal frequentado."
"Quando a gente acha que tem todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas."
"Eu não sei para onde caminha a humanidade. Mas, quando souber, vou para o outro lado."
"No Brasil o fundo do poço é apenas uma etapa."
"A corrupção é muito antiga no Brasil. As contas que o Cabral trocou com os índios já não fechavam."
"Escrever não me dá prazer, gosto mesmo é de soprar saxofone."
"História apócrifa é mentira bem-educada."
"Aposentado é o vagabundo sem culpa e com renda. Embora, no Brasil, renda insuficiente."
"Se o mundo está correndo para o abismo, chegue para o lado e deixe ele passar."
"Não há nada que um homem possa fazer no espaço que uma máquina não possa fazer melhor, a não ser morrer."
"Sempre que ouço falar em 'inconsciente coletivo', penso num ônibus desgovernado."
Luis Fernando Verissimo morreu em 30 de agosto de 2025
Considerado como um cronista que dizia muito com poucas palavras, Luis Fernando Verissimo morreu aos 88 anos após complicações por uma pneumonia. Ele já vinha enfrentando problemas de saúde havia ao menos cinco anos, passando por uma cirurgia na mandíbula, em 2020, e por um acidente vascular cerebral (AVC) em 2021.
O AVC afetou a parte cognitiva de seu cérebro, o que dificultou a ordenação de seus pensamentos, ainda que compreendesse o que se passava ao seu redor. Por conta disso, afastou-se também da arte de escrever.
"A Caixinha", foi o último texto de Luis Fernando Verissimo publicado pelo Estadão, em 14 de janeiro de 2021.