Geral
Academia Carioca de Letras elege sua primeira autora negra
Escritora conquistou 31 votos na eleição para a Cadeira 39; vaga era anteriormente ocupada por Maria Amélia Amaral Palladino
Por Alexia Gomes
Publicado em 04/09/2026 09:30:58 Atualizado em 04/09/2026 09:30:58Rio - Em um marco histórico, a escritora e jornalista Eliana Alves dos Santos Cruz é a primeira mulher negra a integrar a Academia Carioca de Letras (ACL). Ela conquistou 31 votos na eleição para a Cadeira 39. A vaga era anteriormente ocupada pela acadêmica Maria Amélia Amaral Palladino.
Eliana disputou a cadeira com outras três candidatas: Renata da Silva Barcellos, Diana Guenzburger e Patricia Neves. A apuração foi conduzida, na última segunda-feira (31), pelo vice-presidente da ACL, Paulo Alonso, presidente da Comissão de Apuração, ao lado de Miriam Halfim e Leonardo Santana da Silva.
Após o resultado, o presidente da Academia Carioca de Letras, Adriano Espínola, telefonou para Eliana para comunicar a eleição e parabenizá-la.
Em comunicado, a ACL destacou a chegada da escritora à instituição e desejou a ela "fraterna convivência com seus pares". A Academia também agradeceu a participação das demais candidatas no processo eleitoral.
Em comunicado, a ACL destacou a chegada da escritora à instituição e desejou a ela "fraterna convivência com seus pares". A Academia também agradeceu a participação das demais candidatas no processo eleitoral.
Nas redes sociais, Eliana agradeceu à família, aos amigos e aos ancestrais.
"Estarei na cadeira de número 39, cuja a última ocupante foi a professora Maria Amélia Palladino. Obrigada a todos os 31 acadêmicos e acadêmicas que me confiaram seus votos. Obrigada leitores e leitoras, que me deram um pouquinho do seu tempo com livro meu em suas mãos. Obrigada família, amigos e ancestrais por apostarem em mim. Amo vocês", escreveu.
Eliana Alves dos Santos Cruz
Nascida na cidade do Rio, em 1966, Eliana se dedica a escrever ficção e contos, com ênfase em perspectivas afro-brasileiras. Seu livro mais recente, Meridiana, publicado em outubro de 2025, conta a história de uma família negra que busca ascensão social da favela à classe média.
Graduada em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade, em 1989, a escritora fez pós-graduação em Comunicação Empresarial na Universidade Cândido Mendes.
Em 2022, a autora ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Contos. Mais recentemente, em 2026, Eliana venceu o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras.
Graduada em Comunicação Social pela Faculdade da Cidade, em 1989, a escritora fez pós-graduação em Comunicação Empresarial na Universidade Cândido Mendes.
Em 2022, a autora ganhou o Prêmio Jabuti na categoria Contos. Mais recentemente, em 2026, Eliana venceu o Prêmio Guimarães Rosa, da Academia Brasileira de Letras.