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Médica de 37 anos é morta a facadas pelo companheiro no PR; bebê estava no apartamento

Por Agencia Estado

Publicado em 07/09/2026 11:42:13

Alerta: o texto abaixo aborda temas sensíveis como violência contra a mulher e violência doméstica. Se você se identifica ou conhece alguém que está passando por esse tipo de problema, ligue 180 e denuncie.

A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi morta a facadas após uma discussão com o companheiro, de 25 anos, em Maringá, interior do Paraná, na noite do sábado, 5. Segundo a Secretaria da Segurança Pública do Estado e a Polícia Civil, o casal mantinha relacionamento conturbado e havia reatado havia pouco tempo.

O bebê de 8 meses, filho do casal, estava no apartamento quando ela foi encontrada. As autoridades não divulgaram o nome do suspeito de homicídio, mas o companheiro de Gassi, conforme perfis e publicações nas redes sociais, era João Romeiro. A reportagem não localizou a defesa do suspeito até o fechamento deste texto.

O suspeito foi preso em flagrante pela Polícia Militar em Mandaguari, também no interior paranaense, na residência da mãe dele. De acordo com a Polícia Civil, ele permanece sob escolta no hospital, pois apresentava ferimentos provocados por arma branca.

Suspeita de feminicídio

Na noite do crime, o casal teve uma discussão e, durante o conflito, o homem esfaqueou Gassi, que morreu no local. O caso é investigado como feminicídio.

No fim do ano passado, Gassi e Romeiro compartilhavam nas redes sociais registros juntos.

Em algumas das imagens, a médica aparece grávida e fala sobre a expectativa pela chegada do filho, hoje com oito meses.

Romeiro é advogado e tinha cargo público na Prefeitura de Marialva.

Em nota, a prefeitura informou que determinou a exoneração imediata do servidor João Vitor Domingues Romeiro assim que tomou conhecimento das informações oficiais sobre o caso. A exoneração foi formalizada e publicada no Diário Oficial do Município.

Homenagens

Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi.

Em nota, a prefeitura de Sarandi destacou a contribuição da profissional para o atendimento à população e afirmou que sua trajetória na saúde pública será lembrada com respeito e gratidão.

A administração municipal também manifestou repúdio à violência contra as mulheres e classificou a morte como feminicídio.

Sepultamento

Nas redes sociais, um homem que se identifica como padrinho de Gassi divulgou informações sobre as cerimônias de despedida.

O velório teve início às 20 horas do domingo, 6, e o sepultamento foi marcado para a manhã desta segunda-feira, 7, no Cemitério Municipal de Maringá.

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