Geral
Ministério Público denuncia nove por esquema de lavagem de dinheiro
Entre os denunciados estão Beto Louco e Primo
Por Beatriz Failla, Sarah Belline
Publicado em 07/09/2026 21:37:00 Atualizado em 07/09/2026 21:38:59O Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra nove empresários acusados de participar de um esquema de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A investigação também aponta uma suposta ligação com organização criminosa.
A denúncia é mais um desdobramento das investigações da Operação Carbono Oculto. Entre os acusados estão os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. Os dois também foram denunciados, no último dia 26, por suposta participação em um esquema de desvio de metanol para adulteração de combustíveis.
De acordo com o MPSP, Beto Louco e Primo teriam obtido acesso indevido a informações sigilosas e deixado o país após terem acesso às investigações. Ambos permanecem foragidos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Roberto Augusto e Mohamad Hussein seriam os líderes da organização criminosa. De acordo com os investigadores, os dois atuavam em diferentes etapas da cadeia de combustíveis, incluindo usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras, formuladoras, empresas de fabricação e refino, terminais de armazenamento, portos e redes de postos de combustíveis, além de conveniências e padarias.
Ainda segundo a acusação, parte dessas empresas era utilizada para ocultar e dissimular a origem dos recursos, por meio de estruturas societárias e patrimoniais. O esquema também teria envolvido fundos de investimento, contas-bolsão em fintechs, administradoras e gestoras de fundos e instituições de pagamento, utilizadas para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro.
Para o Ministério Público, o esquema movimentou bilhões de reais por meio de empresas de fachada, utilizadas como instrumentos para ocultar e movimentar os recursos ilícitos.
A denúncia é mais um desdobramento das investigações da Operação Carbono Oculto. Entre os acusados estão os empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”. Os dois também foram denunciados, no último dia 26, por suposta participação em um esquema de desvio de metanol para adulteração de combustíveis.
De acordo com o MPSP, Beto Louco e Primo teriam obtido acesso indevido a informações sigilosas e deixado o país após terem acesso às investigações. Ambos permanecem foragidos.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Roberto Augusto e Mohamad Hussein seriam os líderes da organização criminosa. De acordo com os investigadores, os dois atuavam em diferentes etapas da cadeia de combustíveis, incluindo usinas sucroalcooleiras, distribuidoras, transportadoras, formuladoras, empresas de fabricação e refino, terminais de armazenamento, portos e redes de postos de combustíveis, além de conveniências e padarias.
Ainda segundo a acusação, parte dessas empresas era utilizada para ocultar e dissimular a origem dos recursos, por meio de estruturas societárias e patrimoniais. O esquema também teria envolvido fundos de investimento, contas-bolsão em fintechs, administradoras e gestoras de fundos e instituições de pagamento, utilizadas para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro.
Para o Ministério Público, o esquema movimentou bilhões de reais por meio de empresas de fachada, utilizadas como instrumentos para ocultar e movimentar os recursos ilícitos.
Grupo usava empresas para ocultar origem dos recursos
Segundo o Ministério Público, um dos mecanismos utilizados pelo grupo era a transferência rápida de recursos entre diversas empresas, criando uma espécie de cadeia de contas de passagem. Em um dos casos investigados, o dinheiro saiu da conta de origem e, em apenas oito minutos, passou por cinco contas intermediárias até chegar ao destino final.
Segundo o Ministério Público, um dos mecanismos utilizados pelo grupo era a transferência rápida de recursos entre diversas empresas, criando uma espécie de cadeia de contas de passagem. Em um dos casos investigados, o dinheiro saiu da conta de origem e, em apenas oito minutos, passou por cinco contas intermediárias até chegar ao destino final.
De acordo com a acusação, as movimentações não apresentavam justificativa econômica ou financeira aparente. A suspeita é de que essas empresas tenham sido utilizadas para dificultar o rastreamento dos recursos e afastar a origem do dinheiro dos beneficiários finais, inclusive de imóveis recém-adquiridos.
Operação Carbono Oculto
A Operação Carbono Oculto foi realizada em 28 de agosto de 2025, que revelou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiu sua atuação, infiltrando-se no setor de combustíveis e no mercado financeiro paulista.
O esquema utilizava desde empresas de fachada até fundos de investimentos para mascarar o patrimônio ilícito.
Durante a investigação, foi revelado que, entre 2020 e 2024, o esquema teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões em importações ilícitas de combustíveis.
No mesmo período, aproximadamente R$ 52 bilhões teriam sido movimentados em vendas no varejo por meio de mil postos de combustíveis, enquanto outros R$ 46 bilhões foram registrados em transações realizadas por fintechs.
Operação Carbono Oculto
A Operação Carbono Oculto foi realizada em 28 de agosto de 2025, que revelou como o Primeiro Comando da Capital (PCC) expandiu sua atuação, infiltrando-se no setor de combustíveis e no mercado financeiro paulista.
O esquema utilizava desde empresas de fachada até fundos de investimentos para mascarar o patrimônio ilícito.
Durante a investigação, foi revelado que, entre 2020 e 2024, o esquema teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões em importações ilícitas de combustíveis.
No mesmo período, aproximadamente R$ 52 bilhões teriam sido movimentados em vendas no varejo por meio de mil postos de combustíveis, enquanto outros R$ 46 bilhões foram registrados em transações realizadas por fintechs.
A investigação também revelou que dezenas de fundos de investimento fechados e outras estruturas financeiras, que concentravam quase R$ 30 bilhões em ativos, eram utilizados para lavar e reinserir recursos ilícitos na economia. Os valores eram direcionados a negócios como usinas de etanol, terminal portuário, imóveis e frotas de caminhões.
Outra denúncia
Na mesma semana, o Ministério Público de São Paulo também acusou nove pessoas de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, da exploração de jogos clandestinos e de outros crimes atribuídos, inclusive, suspeitos de terem ligação com o PCC.
Segundo a denúncia, um dos serviços clandestinos oferecidos pelo grupo era a “compra de dinheiro”. Nesse esquema, os empresários recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie e faziam transferências bancárias para pessoas e empresas indicadas pelos fornecedores do numerário. As comissões cobradas variavam de 1,5% a 4% pelas operações.
As investigações apontam que o grupo teria movimentado inicialmente cerca de R$ 126,8 milhões, conforme informações da Folha de S.Paulo. O valor, no entanto, é considerado conservador pela Polícia Civil, que avalia que o cálculo não incluiu planilhas com divergências aritméticas, registros ilegíveis e programações de pagamento.
A estimativa ainda será consolidada pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil. O MPSP afirma que a consolidação técnica poderá produzir ajustes para valores maiores ou menores.
A denúncia é resultado da Operação Falsa Las Vegas, realizada em maio deste ano, que desarticulou uma estrutura voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à lavagem de capitais.
A operação resultou em duas prisões preventivas, no sequestro de 76 imóveis, na apreensão de um helicóptero e no bloqueio de até R$ 5,3 milhões em 46 contas bancárias. Houve ainda a apreensão de R$ 600 mil em espécie, seis veículos, celulares e documentos. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Carapicuíba, Osasco e Barueri.
Outra denúncia
Na mesma semana, o Ministério Público de São Paulo também acusou nove pessoas de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas, da exploração de jogos clandestinos e de outros crimes atribuídos, inclusive, suspeitos de terem ligação com o PCC.
Segundo a denúncia, um dos serviços clandestinos oferecidos pelo grupo era a “compra de dinheiro”. Nesse esquema, os empresários recebiam grandes quantidades de dinheiro em espécie e faziam transferências bancárias para pessoas e empresas indicadas pelos fornecedores do numerário. As comissões cobradas variavam de 1,5% a 4% pelas operações.
As investigações apontam que o grupo teria movimentado inicialmente cerca de R$ 126,8 milhões, conforme informações da Folha de S.Paulo. O valor, no entanto, é considerado conservador pela Polícia Civil, que avalia que o cálculo não incluiu planilhas com divergências aritméticas, registros ilegíveis e programações de pagamento.
A estimativa ainda será consolidada pelo Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil. O MPSP afirma que a consolidação técnica poderá produzir ajustes para valores maiores ou menores.
A denúncia é resultado da Operação Falsa Las Vegas, realizada em maio deste ano, que desarticulou uma estrutura voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à lavagem de capitais.
A operação resultou em duas prisões preventivas, no sequestro de 76 imóveis, na apreensão de um helicóptero e no bloqueio de até R$ 5,3 milhões em 46 contas bancárias. Houve ainda a apreensão de R$ 600 mil em espécie, seis veículos, celulares e documentos. Os mandados foram cumpridos em São Paulo, Carapicuíba, Osasco e Barueri.
A denúncia contra Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, não tem relação com a acusação de participação em um esquema de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico de drogas e da exploração de jogos clandestinos. O texto foi corrigido.