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França: Ladrões roubam quadros de Renoir de museu

Valor das obras de arte alcança R$ 53 milhões; segundo prefeito, criminosos abandonaram duas delas em um jardim durante a fuga

Por AFP

Publicado em 08/09/2026 09:14:48 Atualizado em 08/09/2026 09:14:48
Ladrões utilizaram serra elétrica para cometer roubo, que durou menos de cinco minutos
Dois ladrões roubaram, na madrugada desta terça-feira (8), quatro obras de arte do museu dedicado ao pintor impressionista Auguste Renoir (1841-1919) em Cagnes-sur-Mer, no do sul da França. Segundo o prefeito da cidade, os criminosos abandonaram dois quadros durante a fuga.

"As sirenes do museu e da polícia fizeram com que os ladrões se apressassem e só roubassem quatro obras do Museu Renoir, das 12 que o museu abriga", explicou o prefeito Bryan Masson à imprensa.

Das quatro obras, dois quadros foram abandonados nos jardins do museu municipal, acrescentou. Em um comunicado anterior, no qual mencionava que apenas um quadro havia sido abandonado, ele afirmou que o valor das obras roubadas alcança 9 milhões de euros (R$ 53 milhões).

Para o prefeito, do partido de extrema direita Reagrupamento Nacional (RN), os ladrões, que utilizaram uma serra elétrica, estavam "bem informados". O roubo ocorreu pouco antes das 6h e durou menos de cinco minutos.

Criado em 1960, o museu, perto da de cidade Nice, fica na última casa em que Pierre-Auguste Renoir morou. Além do mobiliário original, expõe objetos e móveis que pertenceram ao pintor francês, incluindo seu cavalete e sua cadeira de rodas, assim como retratos e paisagens criados pelo artista.

O roubo aconteceu quase um ano após o assalto ao Louvre, o museu mais visitado do mundo, em pleno centro de Paris, durante o qual foram subtraídas oito joias da Coroa da França, que continuam desaparecidas.

No início de julho, no leste do país, ladrões roubaram várias peças de joalheria do Museu Lalique, avaliadas em mais de 4,5 milhões de euros (R$ 26 milhões). No fim do mesmo mês, ladrões roubaram em plena luz do dia um colar de ouro pertencente ao Tesouro de Vix, que data da época celta, em outro museu na região da Borgonha.

Em um plano de 33 medidas apresentado em julho, o Ministério da Cultura francês recomendou a retirada temporária de algumas peças das vitrines.

"Trata-se de deixar a salvo (...) os objetos mais vulneráveis à espera da garantia de segurança de sua exposição", explicou em um comunicado.