Megaoperação contra crime organizado bloqueia mais de R$ 508 milhões
Por Agência Brasil
Publicado em 16/09/2026 12:23:31Desde as primeiras horas da manhã, os agentes cumprem 106 mandados de prisão e 173 de busca e apreensão de provas.
As ordens judiciais incluem medidas cautelares patrimoniais, como o bloqueio e o sequestro de mais de R$ 508 milhões em bens de integrantes de organizações criminosas.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, a ação mobilizou 20 bases da Ficco, em 19 unidades federativas, contra supostos esquemas de tráfico de drogas e de armas, lavagem de dinheiro e outros delitos relacionados ao crime organizado.
Em cada estado, a operação recebeu um nome diferente, ainda que, em conjunto, integrem a quarta fase da chamada Operação Força Integrada.
Tocantins
Em Tocantins, onde a 2ª Vara Federal determinou o bloqueio do maior volume de recursos financeiros sob suspeita (até R$ 412,5 milhões).
A chamada Operação Rota Araguaia 2 mirou o suposto núcleo responsável pelo suporte logístico e financeiro de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de drogas e na lavagem de capitais.
O objetivo da medida, segundo a Polícia Federal (PF), é descapitalizar a suposta estrutura criminosa e assegurar a reparação de eventuais danos causados por atividades ilícitas.
Mato Grosso do Sul
O segundo maior volume de bens e valores sequestrados judicialmente, R$ 75 milhões, foi registrado em Mato Grosso do Sul.
Os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e dois de prisão contra alvos localizados também em Mato Grosso e Pernambuco.
Durante a investigação, foram apreendidos mais de 250 quilos de cocaína e 60 quilos de haxixe.
Bahia
Na Bahia, a Operação Eirene 2 resultou no bloqueio e sequestro patrimonial de mais de R$ 12 milhões dos investigados.
Eles são suspeitos de cometer crimes como tráfico de drogas, homicídios, extorsão, lavagem de dinheiro e posse ilegal de armas.
Estão sendo cumpridos 57 mandados de busca e apreensão e 45 de prisão.
Outros estados
Também ocorreram ações nos seguintes estados
- Acre;
- Alagoas;
- Amapá;
- Ceará;
- Espírito Santo;
- Goiás;
- Mato Grosso;
- Minas Gerai;
- Pará;
- Paraná;
- Pernambuco;
- Rio Grande do Norte;
- Rio Grande do Sul;
- Roraima;
- Sergipe.
Coordenada pela PF, mas sem relação de hierarquia, a força atua de forma conjunta e reúnem:
- agentes das polícias civis,
- militares e policiais penais dos estados,
- guardas municipais,
- policiais rodoviários federais
- integrantes de secretarias estaduais de Segurança Pública e da Secretaria Nacional de Políticas Penais.
O modelo usa a inteligência compartilhada e a atuação coordenada para desarticular facções criminosas de forma integrada em todos os estados e no Distrito Federal.