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Quem é o ex-presidente da SPTrans preso em operação contra infiltração do PCC em empresas

Por Agencia Estado

Publicado em 17/09/2026 21:29:45

O ex-presidente da SPTrans Levi dos Santos Oliveira foi preso nesta quinta-feira, 17, no âmbito da Operação Vectura Corrupta, que apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte público da capital paulista.

O ex-vereador Milton Leite (União Brasil), que presidiu a Câmara Municipal de São Paulo por seis anos, também é alvo de mandado de prisão, mas não foi localizado e é considerado foragido. Em nota, Leite afirmou que vai provar sua inocência em todas as acusações. "Não estou foragido, e vou me apresentar às autoridades em até 24 horas", disse.

Procurada, a defesa de Oliveira não retornou à tentativa de contato do Estadão. O espaço segue aberto.

Graduado em Ciências da Computação e pós-graduado em Planejamento de Mobilidade Urbana, Oliveira ingressou na SPTrans em 1991, por meio de seleção pública, e fez carreira na área de planejamento.

Em 2017, assumiu o cargo de diretor de Planejamento de Transporte da empresa. Três anos depois, tornou-se presidente, indicado pelo então prefeito Bruno Covas.

No fim de 2020, Oliveira assumiu a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes de São Paulo. Em agosto de 2021, foi nomeado secretário executivo de Transporte e Mobilidade Urbana. Em fevereiro de 2022, retornou à presidência da SPTrans, cargo que ocupou até o início de 2025, quando foi substituído por Victor Hugo Borges.

Questionado sobre a prisão de Oliveira, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que ficou "surpreso" com a situação.

"Eu não vou negar que vi com bastante surpresa a questão do Levi. O Levi foi presidente da SPTrans, foi secretário, e durante o período que a gente trabalhou junto, eu nunca havia ouvido falar de nenhum tipo de situação de envolvimento, muito pelo contrário", disse Nunes.

"É uma pessoa de carreira da SPTrans, mais de 30 anos de empresa, superconceituado, mas obviamente a gente não conhece quais são as atividades do dia a dia das pessoas. O que eu posso dizer é sobre a atividade que ele exerceu como profissional enquanto foi presidente da SPTrans e como secretário", acrescentou.

Segundo a investigação, Oliveira teria mantido encontros periódicos com um suposto intermediário do PCC para tratar de interesses relacionados a empresas de transporte, especialmente após a deflagração da Operação Fim da Linha.

A ação é um desdobramento da Operação Dercúrio, deflagrada em agosto de 2024 contra um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico de drogas operado pelo PCC. Na época, a investigação revelou uma complexa rede de comunicação usada pela facção para manter contato entre integrantes da "Sintonia Restrita" e a "Sintonia dos Gravatas", além de projetos para lançar faccionados como candidatos nas eleições municipais.

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