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Polícia investiga pai que queimou mãos de filha de 7 anos
Caso é apurado com base na Lei Henry Borel; laudo pericial confirmou que a criança sofreu lesão por ação térmica e meio cruel
Por Aretha Dossares
Publicado em 21/09/2026 17:41:48 Atualizado em 21/09/2026 17:41:48A Polícia Civil investiga um homem que confessou ter queimado as mãos da própria filha, uma criança de 7 anos, como forma de castigo, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O caso chegou ao Conselho Tutelar após uma denúncia de maus-tratos no ambiente familiar e é apurado com base na Lei Henry Borel, que estabelece medidas de proteção para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.
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Segundo o relato apresentado pelo Conselho Tutelar à polícia, a denúncia foi feita no dia 17 de setembro. Na manhã seguinte, uma equipe esteve na escola municipal em que a menina estuda, no bairro Neves, para apurar a situação.
Durante a conversa com os conselheiros, a criança relatou que a queimadura nas mãos havia sido provocada pelo pai. Ainda de acordo com o registro, a conselheira tutelar encaminhou áudios nos quais o homem admite ter causado a ferida na filha sob a justificativa de aplicar um "castigo educativo".
Segundo o relato apresentado pelo Conselho Tutelar à polícia, a denúncia foi feita no dia 17 de setembro. Na manhã seguinte, uma equipe esteve na escola municipal em que a menina estuda, no bairro Neves, para apurar a situação.
Durante a conversa com os conselheiros, a criança relatou que a queimadura nas mãos havia sido provocada pelo pai. Ainda de acordo com o registro, a conselheira tutelar encaminhou áudios nos quais o homem admite ter causado a ferida na filha sob a justificativa de aplicar um "castigo educativo".
O exame pericial realizado na vítima confirmou que a criança apresenta lesões provocadas por ação térmica, atestando o uso de meio cruel.
Pai admite agressão
Em depoimento à polícia, o suspeito admitiu ter queimado a mão da filha. Segundo ele, a atitude foi tomada após saber que a menina estaria pegando merenda, lápis e outros objetos de colegas de classe.
O pai declarou ainda que soube, por meio de uma familiar, que a criança também teria pegado produtos em um mercado. No depoimento, ele afirmou estar arrependido e disse que nunca havia agredido a filha anteriormente.
A 73ª DP (Neves) investiga o caso. Agentes realizam diligências para apurar os fatos.
O pai declarou ainda que soube, por meio de uma familiar, que a criança também teria pegado produtos em um mercado. No depoimento, ele afirmou estar arrependido e disse que nunca havia agredido a filha anteriormente.
A 73ª DP (Neves) investiga o caso. Agentes realizam diligências para apurar os fatos.
A reportagem do O DIA tentou contato por e-mail com a Prefeitura de São Gonçalo e com a Secretaria Municipal de Educação de São Gonçalo às 16h22, mas não obteve retorno até o momento da publicação. A reportagem também não localizou a defesa do pai da criança. O espaço segue aberto para manifestações.
*Reportagem da estagiária Aretha Dossares, sob supervisão de Larissa Amaral