Geral
Mais de mil celulares e antena Starlink são encontrados em presídios
Apreensões no âmbito da ação Illicitus foram feitas em pouco mais de 50 dias; agentes também encontraram cerca de 20 kg de drogas
Por Manuella Viégas
Publicado em 21/09/2026 17:38:09Mais de mil celulares e 20 quilos de drogas foram apreendidos em cerca de 50 dias da Operação Illicitus, da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen) em presídios do Rio de Janeiro. As ações, que têm o objetivo de combater o crime organizado, se intensificaram em agosto deste ano.
Além dos celulares e das drogas, os agentes encontraram carregadores, modems e roteadores. Na última semana, as equipes também apreenderam uma antena Starlink, terminal que se conecta diretamente a satélites para captar sinal de internet de alta velocidade.
De acordo com a Seppen, 12 visitantes foram presos tentando ingressar com materiais proibidos em presídios e dois policiais penais envolvidos no esquema foram flagrados.
“A Seppen reconhece que é inquestionável que um aparelho de telefone em unidade prisional é objeto de crime e, para o enfrentamento às facções e à entrada e circulação de ilícitos, vem atuando com rigor nas fiscalizações. As ações são auxiliadas por equipamentos tecnológicos. A Polícia Penal reitera a importância da repressão às ilegalidades nos estabelecimentos prisionais para o enfraquecimento do crime organizado, em prol da segurança da população, e reforça o seu compromisso com a transparência pública, operando sob o controle da legalidade para garantir a ordem do sistema prisional”, disse a secretaria.
A operação, que atinge diretamente as organizações criminosas, desarticulando a comunicação entre faccionados presos e em liberdade, conta com a atuação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência, além da Corregedoria-Geral da instituição. As ações são planejadas e realizadas de surpresa para os detentos.
Além dos celulares e das drogas, os agentes encontraram carregadores, modems e roteadores. Na última semana, as equipes também apreenderam uma antena Starlink, terminal que se conecta diretamente a satélites para captar sinal de internet de alta velocidade.
De acordo com a Seppen, 12 visitantes foram presos tentando ingressar com materiais proibidos em presídios e dois policiais penais envolvidos no esquema foram flagrados.
“A Seppen reconhece que é inquestionável que um aparelho de telefone em unidade prisional é objeto de crime e, para o enfrentamento às facções e à entrada e circulação de ilícitos, vem atuando com rigor nas fiscalizações. As ações são auxiliadas por equipamentos tecnológicos. A Polícia Penal reitera a importância da repressão às ilegalidades nos estabelecimentos prisionais para o enfraquecimento do crime organizado, em prol da segurança da população, e reforça o seu compromisso com a transparência pública, operando sob o controle da legalidade para garantir a ordem do sistema prisional”, disse a secretaria.
A operação, que atinge diretamente as organizações criminosas, desarticulando a comunicação entre faccionados presos e em liberdade, conta com a atuação integrada das subsecretarias Operacional e de Inteligência, além da Corregedoria-Geral da instituição. As ações são planejadas e realizadas de surpresa para os detentos.
Sistema prisional será ampliado
Na última quinta-feira (17), o Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Seppen, o Ministério Público e a Defensoria Pública assinaram um Termo de Ajustamento de Conduta que prevê a ampliação do sistema prisional até o final de 2028.
Atualmente, o estado do Rio conta com 26.394 vagas em presídios. Com a medida, 5.128 novas vagas devem ser abertas após a ampliação e construção de penitenciárias. O plano também estabelece medidas para melhorar as condições dos presídios e garantir o cumprimento adequado das penas.
A primeira etapa do acordo prevê a conclusão das obras do Presídio Bangu 11, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A unidade terá 500 novas vagas e a previsão é que seja entregue em dezembro deste ano. As intervenções contam com investimento de R$ 33 milhões, provenientes do Fundo Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Atualmente, o estado do Rio conta com 26.394 vagas em presídios. Com a medida, 5.128 novas vagas devem ser abertas após a ampliação e construção de penitenciárias. O plano também estabelece medidas para melhorar as condições dos presídios e garantir o cumprimento adequado das penas.
A primeira etapa do acordo prevê a conclusão das obras do Presídio Bangu 11, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A unidade terá 500 novas vagas e a previsão é que seja entregue em dezembro deste ano. As intervenções contam com investimento de R$ 33 milhões, provenientes do Fundo Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.