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Polícia Civil apura golpes através de sites falsos de universidades

Segundo as investigações, alunos foram induzidos a transferir quantias via PIX em ambientes que imitavam a identidade da Estácio de Sá

Por Romulo Cunha

Publicado em 23/09/2026 09:57:14
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Espírito Santo
A Polícia Civil realiza, na manhã desta quarta-feira (23), uma operação contra um esquema investigado por usar sites falsos que imitavam páginas de universidades para enganar estudantes, coletar dados e aplicar golpes financeiros. A fraude simulava ambientes de instituições do grupo YDUQS, como Estácio de Sá e Ibmec.
Segundo investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), os sites reproduziam a identidade visual das faculdades e ofereciam falsos brindes, como notebooks, viagens de formatura e até descontos em mensalidades, mediante o pagamento de uma "taxa de administração" inexistente via PIX. Quando acessavam as páginas, os alunos eram induzidos a fornecer informações cadastrais e realizar as transferências.
Os golpes ocorreram entre junho e julho de 2025. A apuração começou depois da Estácio de Sá comunicar o uso indevido de sua marca em uma notícia-crime. A partir das diligências, os policiais descobriram seis sites utilizados na fraude: "estaciofaculdade.com.br"; "estaciobrasil.com.br"; "estaclo.com.br"; "estaclo.com"; "alunoibmec.com"; e "siaidomed.com".
De acordo com a especializada, o esquema criminoso funcionava por meio da chamada prática de phishing, estratégia que utiliza páginas ou mensagens falsas para induzir a vítima a fornecer informações ou realizar alguma ação em benefício dos golpistas.
Os valores eram processados por plataformas de gestão de pagamentos instantâneos e direcionados a duas empresas já identificadas. A análise das movimentações constatou um volume elevado de transações com características consideradas atípicas, incluindo descrições genéricas como "rematrícula" e "recarga", assim como grande quantidade de operações não concluídas e pedidos de devolução dos valores.
O cruzamento das informações financeiras e digitais também levou os agentes à identificação de Wallace da Rocha Gomes, apontado como o beneficiário direto dos valores. Ele tentou realizar o saque de quantias por meio de uma chave PIX vinculada ao próprio CPF.
Com base no apurado, a DRCI pediu a expedição de mandados de busca e apreensão contra o suspeito. As ordens judiciais, determinadas pela Justiça do Rio, são cumpridas em endereços vinculados ao investigado, em São Paulo e no Espírito Santo. A especializada investiga estelionato e crime contra a propriedade intelectual.
A Operação Espelho tem o objetivo de localizar aparelhos eletrônicos, como computadores e celulares, e documentos que ajudarão na identificação de novas informações para esclarecer a dinâmica dos fatos.
A reportagem ainda não localizou a defesa do suspeito. O espaço está aberto para manifestação.