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Barricadas são retiradas por PMs em operação no Fubá e Campinho

Com ajuda de retroescavadeiras e caminhões, agentes removeram lixeiras e pneus que bloqueavam diferentes vias das comunidades

Por Romulo Cunha

Publicado em 23/09/2026 11:12:18
Policias militares retiram barricadas da comunidade do Fubá, na Zona Norte do Rio
Policiais militares retiraram diversas barricadas criadas por criminosos durante uma operação, realizada na manhã desta quarta-feira (23), nas comunidades Fubá e Campinho, entre os bairros Cascadura, Quintino e Campinho, na Zona Norte do Rio.
Com o auxílio de retroescavadeiras e caminhões, agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) removeram lixeiras e pneus que bloqueavam diferentes vias das regiões, como as Ruas São Pedro, Souto e Iguaíba.
A utilização de barricadas é uma tática para impedir a livre circulação da população e, consequentemente, atrapalhar a atuação de policiais em comunidades. As equipes seguem nas localidades com o objetivo de retirar mais obstáculos.
De acordo com a Polícia Militar, a operação também visa desarticular ações criminosas, como a prática de cobranças ilícitas de serviços de internet e de TV a cabo.

Região marcada por conflitos

O Fubá e o Campinho são áreas que convivem com uma corriqueira disputa territorial entre facções. A primeira é dominada pelo Comando Vermelho e a segunda controlada pelo Terceiro Comando Puro.
Com os constantes conflitos, as forças de segurança do estado costumam realizar operações para combater a guerra entre as organizações criminosas. No último dia 11, agentes do 9º BPM (Rocha Miranda) atuaram nas comunidades para coibir a disputa por territórios.
Durante patrulhamento na comunidade do Campinho, policiais foram atacados a tiros, e houve confronto. Um suspeito acabou sendo ferido, socorrido e encaminhado para o Hospital Estadual Carlos Chagas, em Marechal Hermes. Ele estava com uma pistola e um rádio transmissor.
Em 26 de agosto, para atrapalhar uma ação da PM nas duas localidades, criminosos sequestraram 19 ônibus para utilizar como barricadas e bloquear trechos da Avenida Ernani Cardoso, entre Cascadura e Campinho, e da Rua Clarimundo de Melo, em Quintino. Ataques contra coletivos também aconteceram na Avenida Dom Hélder Câmara, na mesma região. Ao todo, cinco suspeitos foram presos e um morreu.
Dos 19 coletivos, 18 eram municipais. De acordo com o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio (Rio Ônibus), 33 linhas, que passam na região, sofreram impactos na época. Os bloqueios ainda impactaram o serviço de BRT e o trânsito na Linha Amarela.
Caminhões da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) e da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) também foram utilizados pelos criminosos para bloqueios nas áreas.