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Governo do Estado firma parceria para estudar expansão do metrô

Acordo assinado prevê analisar os projetos das linhas 2, 3 e 4 com ligações entre Rio, Niterói e São Gonçalo

Por Leonardo Brito

Publicado em 25/09/2026 22:19:19 Atualizado em 25/09/2026 22:19:19
O acordo de cooperação técnica foi assinado nesta sexta-feira (25)
O Governo do Estado do Rio de Janeiro firmou uma parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a COPPE/UFRJ para estudar a expansão e a integração do metrô. O acordo de cooperação técnica foi assinado nesta sexta-feira (25) e prevê análises sobre projetos que podem ampliar a conexão do transporte metroviário na Região Metropolitana.

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Entre os estudos estão a extensão da Linha 2, entre Estácio e Praça XV, e da Linha 4, no trecho entre Jardim Oceânico, Terminal Alvorada e Recreio. A parceria também inclui a implantação da Linha 3, com uma ligação metroviária entre Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo.

O acordo foi assinado pelo governador em exercício, desembargador Ricardo Couto. Segundo ele, os estudos deverão fornecer informações técnicas para orientar futuras decisões sobre a expansão do sistema.

“Esta parceria representa um passo importante para avançarmos no planejamento do transporte público do Rio de Janeiro, aprofundando o conhecimento sobre as possibilidades de expansão e integração do sistema metroviário. A partir desses estudos, teremos elementos técnicos mais consistentes para subsidiar as futuras decisões do Estado. Vamos buscar o melhor projeto possível”, afirmou.

Linha 3 já está em estudo

A análise da Linha 3 já começou na COPPE/UFRJ. Os primeiros resultados, ainda em avaliação, apontam alternativas de traçado que estão sendo analisadas sob diferentes aspectos técnicos e territoriais.

A proposta prevê uma conexão entre os municípios do Rio, Niterói e São Gonçalo, uma das principais áreas de deslocamento da Região Metropolitana.

Além da parte de engenharia e infraestrutura, o trabalho deverá considerar aspectos econômicos, sociais e ambientais dos territórios que poderão ser atendidos pela expansão da rede.

Para a secretária de Transporte e Mobilidade Urbana, Priscila Sakalem, a ampliação da estrutura metroviária pode ter efeitos sobre o transporte e o desenvolvimento das áreas atendidas.

“A expansão de meios estruturantes como o metrô vai alavancar o transporte e o desenvolvimento”, afirmou.

Parceria com o BNDES

O secretário de Fazenda, Guilherme Mercês, relacionou os estudos do metrô às negociações financeiras mantidas pelo Estado com o BNDES. Segundo ele, o governo também discute com o banco uma renegociação da dívida, com possibilidade de redução de custos e ampliação dos prazos.

“Os assuntos se conectam, porque estamos fazendo um trabalho de corte de despesas e de aumento da receita, mas o crescimento consolidado da arrecadação só virá com o desenvolvimento econômico. E projetos como esse são essenciais nesse trabalho”, disse Mercês.

O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, afirmou que a instituição considera importante retomar a parceria com o governo fluminense.

“Para nós, retomar o diálogo e a parceria com o Estado do Rio é muito importante e agora isso está sendo possível”, afirmou.

Também participaram da reunião o secretário de Estado de Segurança Institucional e presidente do Instituto Rio Metrópole, Roberto Leão; a superintendente da área de Soluções para Cidades do BNDES, Luciene Machado; e o professor da COPPE/UFRJ Gladyston Mattos Ribeiro.