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Morre Arilson Cantanhede, embaixador do Rio Carnaval, aos 43 anos

Causa da morte não foi divulgada; repórter passou por uma cirurgia cardíaca há poucos meses após descobrir condição grave

Por Manuella Viégas

Publicado em 28/09/2026 21:21:56
Arilson Cantanhede morreu aos 43 anos no Rio
O embaixador e repórter do Rio Carnaval Arilson Cantanhede morreu, nesta segunda-feira (28) no Rio de Janeiro, aos 43 anos. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) confirmou a informação nas redes sociais. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada.

“A diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro lamenta profundamente o falecimento de Arilson Cantanhede, embaixador (2025) e repórter do Rio Carnaval. Aos amigos e familiares de Arilson, os nossos mais sinceros sentimentos”, diz a nota.

Ainda não há informações sobre local e horário de velório e sepultamento.
A última publicação do repórter foi na final do samba-enredo do Império Serrano, neste domingo (27). "Fui, aproveitei, causei e ainda voltei com histórias pra contar! Que noite foi essa, Império Serrano? Obrigado pelo convite, foi brabo demais! Quando é a próxima? Quitéria Chagas, te amo", escreveu.

Doença cardíaca

Em junho, Arilson revelou que precisou passar por uma cirurgia de grande porte no coração. Nas redes sociais, ele compartilhou tudo o que aconteceu até o diagnóstico e contou que estava com múltiplas lesões cardíacas. Ele também listou os sinais de alerta para os seguidores.

“Em dezembro eu queria fazer um check up. Relatei que sentia dores no peito, sentia cansaço quando fazia alguma atividade física ou sambava ou estava mais agitado. Ele se preocupou e perguntou sobre o histórico familiar, se tinham pessoas da minha família que já tiveram infarto e sim. Aí ele se preocupou com isso e chamou a cardiologista para poder me avaliar”, contou.

Após passar por exames, Arilson foi diagnosticado com coronariopatia aterosclerótica obstrutiva grave multiarterial, condição em que há entupimento grave por placas de gordura em duas ou mais artérias que levam sangue e oxigênio ao coração.

“Eu tenho múltiplas lesões nas coronárias no coração. São várias obstruções, de 90% a 100%. Não foi possível colocar o stent durante a o cateterismo. Fui encaminhado direto para a cirurgia cardíaca de ponte de safena”, disse.

No vídeo, Arilson chega a falar sobre o perigo iminente de um infarto fulminante caso não passasse pelo procedimento.

“Hoje, eu tenho iminência de ter um infarto fulminante a qualquer momento e eu não sobreviveria a esse infarto por conta da irrigação no coração, que não é completa. Então, fiquem atentos aos sinais: cansaço, falta de ar, dor no peito… Eu não ligava muito, achava que eram gases, tomava um Luftal e nunca me atinei a isso”, relatou.

Escolas de samba lamentam

Diversas agremiações do Grupo Especial e da Série Ouro usaram as redes sociais para lamentar a morte de Arilson.

“Sua partida precoce deixa uma profunda tristeza em todos nós. Arilson foi uma presença querida e sempre esteve ao lado do Carnaval, contribuindo com seu trabalho e sua paixão para fortalecer a nossa festa”, escreveu a União de Maricá.
Um post compartilhado por Evelyn Basttos (@evelynbastosoficial)