Geral
Genro de passageiro morto em BRT lamenta: 'A família está devastada'
Flávio de Abreu Lira foi atingido por um tiro dentro do articulado quando seguia para o trabalho
Por Leonardo Brito
Publicado em 30/09/2026 17:06:16 Atualizado em 30/09/2026 17:06:16"Hoje foi ceifada a vida de um trabalhador, de um pai de família.” A frase de Juan Barbosa resume a dor da família de Flávio de Abreu Lira, de 53 anos, morto após ser atingido por um disparo dentro de um ônibus do BRT na manhã desta quarta-feira (30), na altura da estação Ventura, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste.
Gerente de farmácia, Flávio seguia para mais um dia de trabalho quando foi baleado durante um confronto registrado nas proximidades da comunidade Dois Irmãos, em Curicica. Para a reportagem de O DIA, o genro da vítima descreveu Flávio como um homem dedicado à família e ao trabalho. Segundo ele, o sogro saía diariamente de casa ainda antes do amanhecer para cumprir a rotina entre Bangu e o Recreio dos Bandeirantes.
“Novamente ele saiu às 5h20 de casa e aconteceu essa fatalidade. Infelizmente a vida dele foi ceifada por pessoas que estão aí no mundo do crime. Era um trabalhador, um pai de família, uma pessoa que ajudava todo mundo. O que me falaram é que estava tendo uma guerra entre polícia e bandido. Automaticamente eles sempre fazem isso. Eles dão tiro para cima de BRT. Para quê? ”, afirmou Juan.
De acordo com o relato, Flávio pegava um ônibus até Sulacap e, em seguida, utilizava o BRT para chegar ao bairro onde trabalhava. Há mais de uma década no ramo farmacêutico, ele ocupava o cargo de gerente e era conhecido pelo comprometimento profissional.
“Em todos os anos que trabalhou, ele nunca chegou atrasado. Tinha orgulho de sair de casa para buscar o pão de cada dia e dar tudo do bom e do melhor para a família”, disse o genro.
Juan também destacou o impacto financeiro e emocional provocado pela perda.
“Hoje um salário mínimo não sustenta uma casa sozinho. Ele era o alfa da família, a pessoa que cuidava de tudo, do mantimento ao calçado. A família está devastada”, lamentou.
Além da dedicação profissional, Flávio foi lembrado pelos familiares como alguém alegre e presente na vida dos filhos e netos.
“Era um cara super extrovertido, gostava de reunir a família, comer uma pizza no fim de semana, brincar. Só queria ser feliz e cuidar dos filhos”, recordou.
A morte aconteceu durante uma operação do 18º BPM (Jacarepaguá) na comunidade Dois Irmãos. A ação tinha como objetivo combater a atuação de criminosos envolvidos em disputas territoriais na região. Durante a operação, policiais apreenderam cinco fuzis, uma pistola, sete carregadores de fuzil, duas granadas e câmeras usadas para monitoramento do local e prenderam dois suspeitos.
Após a prisão, os agentes foram informados de que um passageiro havia sido baleado dentro de um articulado do sistema BRT que passava pela região. A Polícia Militar ainda não informou oficialmente as suspeitas de onde possa ter partido o tiro que atingiu o passageiro.
Enquanto aguarda respostas sobre a origem do tiro, a família tenta reunir forças para organizar o sepultamento e lidar com a perda. Ainda não há informações sobre o velório e enterro de Flávio.
“É difícil acreditar que ele não vai voltar para casa. A gente só quer entender o que aconteceu e que os responsáveis sejam identificados”, concluiu Juan.
“Novamente ele saiu às 5h20 de casa e aconteceu essa fatalidade. Infelizmente a vida dele foi ceifada por pessoas que estão aí no mundo do crime. Era um trabalhador, um pai de família, uma pessoa que ajudava todo mundo. O que me falaram é que estava tendo uma guerra entre polícia e bandido. Automaticamente eles sempre fazem isso. Eles dão tiro para cima de BRT. Para quê? ”, afirmou Juan.
De acordo com o relato, Flávio pegava um ônibus até Sulacap e, em seguida, utilizava o BRT para chegar ao bairro onde trabalhava. Há mais de uma década no ramo farmacêutico, ele ocupava o cargo de gerente e era conhecido pelo comprometimento profissional.
“Em todos os anos que trabalhou, ele nunca chegou atrasado. Tinha orgulho de sair de casa para buscar o pão de cada dia e dar tudo do bom e do melhor para a família”, disse o genro.
Juan também destacou o impacto financeiro e emocional provocado pela perda.
“Hoje um salário mínimo não sustenta uma casa sozinho. Ele era o alfa da família, a pessoa que cuidava de tudo, do mantimento ao calçado. A família está devastada”, lamentou.
Além da dedicação profissional, Flávio foi lembrado pelos familiares como alguém alegre e presente na vida dos filhos e netos.
“Era um cara super extrovertido, gostava de reunir a família, comer uma pizza no fim de semana, brincar. Só queria ser feliz e cuidar dos filhos”, recordou.
A morte aconteceu durante uma operação do 18º BPM (Jacarepaguá) na comunidade Dois Irmãos. A ação tinha como objetivo combater a atuação de criminosos envolvidos em disputas territoriais na região. Durante a operação, policiais apreenderam cinco fuzis, uma pistola, sete carregadores de fuzil, duas granadas e câmeras usadas para monitoramento do local e prenderam dois suspeitos.
Após a prisão, os agentes foram informados de que um passageiro havia sido baleado dentro de um articulado do sistema BRT que passava pela região. A Polícia Militar ainda não informou oficialmente as suspeitas de onde possa ter partido o tiro que atingiu o passageiro.
Enquanto aguarda respostas sobre a origem do tiro, a família tenta reunir forças para organizar o sepultamento e lidar com a perda. Ainda não há informações sobre o velório e enterro de Flávio.
“É difícil acreditar que ele não vai voltar para casa. A gente só quer entender o que aconteceu e que os responsáveis sejam identificados”, concluiu Juan.
A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga o caso. Segundo a Polícia Civil, os primeiros levantamentos indicam que os disparos foram efetuados em rajadas, característica que não corresponde ao padrão de atuação das forças de segurança. O projétil que atingiu Flávio foi recolhido e será submetido à perícia.
Colaborou Carlos Elias Junior