Geral
Copiloto usou machado para atacar comandante em voo para Israel
Segundo autoridades dos Emirados Árabes, agressor planejava ato terrorista; ele estava proibido de atuar no país de nascimento, Omã
Por AFP
Publicado em 03/10/2026 12:18:39 Atualizado em 03/10/2026 12:18:39Investigadores dos Emirados Árabes Unidos afirmaram neste sábado (3) que o copiloto do voo da Flydubai com destino a Israel planejava um ato terrorista, e atacou o comandante com um machado de emergência da cabine. Na última quarta-feira (30), um avião da companhia que fazia a rota Dubai–Tel Aviv, com 174 passageiros, teve que fazer um pouso de emergência na Arábia Saudita após um piloto agredir o outro.
"O copiloto tentou cometer um ato terrorista", "atacou o comandante na cabine com o machado de emergência e tentou assumir o controle do avião", declarou o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, segundo a agência oficial de notícias WAM.
O copiloto, que continua detido nos Emirados, foi identificado por vários veículos de comunicação como Hamam al-Hammami, de nacionalidade do Omã, e afirmaram que as autoridades o tinham proibido de pilotar no país de origem por causa de suas opiniões extremistas.
Durante o voo, o copiloto atacou o comandante indiano, que conseguiu abrir a porta da cabine de comando. Os passageiros e a tripulação dominaram o agressor e o avião fez um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.
Os passageiros relataram como invadiram a cabine e lutaram com o agressor pelo controle do avião, que perdeu cerca de 17 mil pés de altitude (cerca de 4 mil metros) em apenas um minuto, segundo o site de monitoramento aéreo Flightradar24.
"O copiloto tentou cometer um ato terrorista", "atacou o comandante na cabine com o machado de emergência e tentou assumir o controle do avião", declarou o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif Al Shamsi, segundo a agência oficial de notícias WAM.
O copiloto, que continua detido nos Emirados, foi identificado por vários veículos de comunicação como Hamam al-Hammami, de nacionalidade do Omã, e afirmaram que as autoridades o tinham proibido de pilotar no país de origem por causa de suas opiniões extremistas.
Durante o voo, o copiloto atacou o comandante indiano, que conseguiu abrir a porta da cabine de comando. Os passageiros e a tripulação dominaram o agressor e o avião fez um pouso de emergência em Tabuk, na Arábia Saudita.
Os passageiros relataram como invadiram a cabine e lutaram com o agressor pelo controle do avião, que perdeu cerca de 17 mil pés de altitude (cerca de 4 mil metros) em apenas um minuto, segundo o site de monitoramento aéreo Flightradar24.
"Doutrinação islamista"
Neste sábado, pela primeira vez desde a suspensão dos voos devido ao incidente, um avião com passageiros israelenses procedente dos Emirados pousou em Tel Aviv.
Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o suspeito tinha sido alvo de uma "doutrinação islamista radical" e tentou derrubar o avião.
De acordo com o Wall Street Journal, as autoridades de Omã tinham proibido o copiloto de voar por suspeitarem que ele havia adotado ideias radicais.
A CNN reportou, por sua vez, que o copiloto tinha sido afastado no ano passado de um cargo na companhia aérea nacional de Omã por suspeitas relacionadas a suas opiniões extremistas.
Citando uma fonte informada sobre o caso, a Al Arabiya também indicou que as autoridades omanis haviam determinado que o copiloto tinha opiniões extremistas. A emissora afirmou que ele passou algum tempo na Síria, o que despertou suspeitas de que poderia ter sido influenciado ali por grupos radicais.
A ABC News, citando altos funcionários dos serviços de inteligência e das forças de segurança familiarizados com a investigação, informou que o suspeito teria sido encontrado em posse de material extremista quando era aluno de pilotagem.
O presidente americano, Donald Trump, advertiu na quinta-feira (1°) que, se fosse determinado que o Irã estava relacionado com o ataque, o país seria "duramente atingido".
Netanyahu indicou, por sua vez, que será investigado como o copiloto obteve autorização para trabalhar em voos com destino a Israel.
"Temos restrições que estabelecem que não se pode contar com pilotos de países que não mantenham relações diplomáticas com Israel. Evidentemente, ele conseguiu driblar essa restrição”, declarou Netanyahu à Fox News.
Segundo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, o suspeito tinha sido alvo de uma "doutrinação islamista radical" e tentou derrubar o avião.
De acordo com o Wall Street Journal, as autoridades de Omã tinham proibido o copiloto de voar por suspeitarem que ele havia adotado ideias radicais.
A CNN reportou, por sua vez, que o copiloto tinha sido afastado no ano passado de um cargo na companhia aérea nacional de Omã por suspeitas relacionadas a suas opiniões extremistas.
Citando uma fonte informada sobre o caso, a Al Arabiya também indicou que as autoridades omanis haviam determinado que o copiloto tinha opiniões extremistas. A emissora afirmou que ele passou algum tempo na Síria, o que despertou suspeitas de que poderia ter sido influenciado ali por grupos radicais.
A ABC News, citando altos funcionários dos serviços de inteligência e das forças de segurança familiarizados com a investigação, informou que o suspeito teria sido encontrado em posse de material extremista quando era aluno de pilotagem.
O presidente americano, Donald Trump, advertiu na quinta-feira (1°) que, se fosse determinado que o Irã estava relacionado com o ataque, o país seria "duramente atingido".
Netanyahu indicou, por sua vez, que será investigado como o copiloto obteve autorização para trabalhar em voos com destino a Israel.
"Temos restrições que estabelecem que não se pode contar com pilotos de países que não mantenham relações diplomáticas com Israel. Evidentemente, ele conseguiu driblar essa restrição”, declarou Netanyahu à Fox News.