Rússia nega 2º contágio em caso suspeito de peste pneumônica após morte de laboratorista
Por Agencia Estado
Publicado em 08/10/2026 10:52:46A agência russa de vigilância sanitária, Rospotrebnadzor, negou nesta quinta-feira (8) que uma funcionária de laboratório que morreu na Sibéria tenha transmitido a doença a outra pessoa, em meio a preocupações globais sobre um caso suspeito de peste pneumônica.
Segundo a Rospotrebnadzor, a funcionária, que trabalhava em um instituto de pesquisa sobre peste em Irkutsk, no sudeste da Sibéria, morreu de pneumonia de origem desconhecida. A agência afirmou que testes "extensos" não encontraram evidências de que a doença tenha sido causada por patógenos com os quais ela trabalhava e informou à Organização Mundial da Saúde (OMS) que não houve registro de casos de peste na região de Irkutsk.
Em nota divulgada nesta quinta, a agência classificou como falsas as informações de que uma segunda pessoa teria adoecido após contato com a funcionária. O órgão, porém, não apresentou novas informações sobre as causas da morte nem explicou os motivos das amplas medidas emergenciais adotadas na região.
Na quarta-feira, Maria Van Kerkhove, diretora de Gestão de Epidemias e Pandemias da OMS, disse que a entidade ainda não sabe o que causou a morte, em 2 de outubro, que relatos não confirmados na Rússia atribuíram à peste pneumônica - uma forma grave de peste capaz de se espalhar de pessoa para pessoa. Ela pediu que a Rússia forneça mais detalhes sobre o caso.
A OMS informou que solicitou esclarecimentos adicionais para determinar a causa da pneumonia grave, identificar o patógeno que motivou as ações de saúde pública e apurar relatos de imprensa sobre uma segunda funcionária com pneumonia de causa indeterminada.
A Rospotrebnadzor afirmou ainda que realizou um "conjunto completo de medidas antiepidêmicas" relacionado às atividades profissionais da funcionária, observando que ela havia sido "vacinada e tinha imunidade a infecções perigosas". Disse também que uma inspeção sobre o cumprimento de normas de biossegurança no instituto não encontrou "emergências no manuseio de patógenos" e concluiu que os protocolos de segurança foram seguidos.
Autoridades russas têm mantido sigilo sobre o caso. A TV estatal e outros veículos nacionais controlados pelo Estado em grande parte evitaram o assunto, e alguns meios de comunicação retiraram reportagens anteriores. Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.