Geral

Ratinho Junior anuncia apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno

Governador do Paraná se junta a outros presidenciáveis derrotados na primeira etapa da disputa

Por Estadão Conteúdo

Publicado em 11/10/2026 10:15:05
Ratinho saiu derrotado na eleição do Paraná após candidato de grupo político perder para Moro
O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), anunciou neste sábado, 10, apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa pela Presidência contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"Conversei com o Flávio Bolsonaro e com o governador Tarcísio (de Freitas, São Paulo). Vamos caminhar juntos pelo futuro do nosso Brasil!", escreveu o governador nas redes sociais.

No primeiro turno, o candidato do PSD à Presidência, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, ficou em quinto lugar com 2,18% dos votos.Durante a campanha presidencial, Ronaldo Caiado chegou a anunciar que o governador do Paraná seria ministro da Infraestrutura no caso de uma eventual vitória.

Ratinho também saiu derrotado na eleição do Paraná. O candidato de seu grupo político, Sandro Alex (PSD), perdeu a disputa pelo governo do Estado para o ex-juiz Sérgio Moro (PL) no primeiro turno.

Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante), candidatos à Presidência da República derrotados no primeiro turno, vão apoiar Flávio Bolsonaro (PL) na segunda etapa da disputa. Renan Santos (Missão), que terminou em quarto lugar, liberou os apoiadores e não deve oferecer apoio nem ao senador do PL e nem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na etapa inicial, Flávio recebeu 47% dos votos, e Lula, 45%. A definição sobre o próximo presidente do Brasil acontece em 25 de outubro.

Lula tem 44,2% e Flávio, 42,7% no segundo turno

O primeiro levantamento realizado pelo instituto Vox Brasil sobre a disputa presidencial no segundo turno mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 44,2% das intenções de voto, contra 42,7% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os números indicam um empate técnico entre os dois candidatos, considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais.
Os eleitores indecisos representam 9,7%, enquanto 3,4% declaram que irão votar em branco ou anular o voto. Na apuração dos votos válidos, que exclui essas categorias, Lula aparece com 50,9%, ante 49,1% de Flávio.
A pesquisa mostra ainda que 76,2% dos eleitores já definiram seus votos para o segundo turno e não pretendem mudar de escolha. Outros 13,4% afirmam estar decididos, mas admitem a possibilidade de mudar de ideia. Já 3,4% continuam analisando os candidatos, enquanto 3% ainda não escolheram em quem votar. Os 4% restantes não souberam responder ou preferiram não opinar.
O Instituto Vox Brasil Opinião e Pesquisas realizou o levantamento entre 5 e 7 de outubro de 2026, por meio de entrevistas presenciais domiciliares com 2.100 eleitores. A pesquisa tem margem de erro de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. O estudo foi contratado pela própria empresa responsável e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09623/2026.
Índice de rejeição
O levantamento também mediu a rejeição aos candidatos que disputam o segundo turno. Lula aparece com 45,2% de rejeição, seguido por Flávio Bolsonaro, com 44,2%, uma diferença de apenas um ponto percentual. Outros 7% dos entrevistados afirmaram rejeitar os dois nomes. Os dados indicam índices de rejeição próximos entre os candidatos, além de uma parcela do eleitorado que não se identifica com nenhuma das duas opções.

Governo Lula tem 43,2% de aprovação

Ainda segundo a pesquisa Vox Brasil, 43,2% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 51,6% a desaprovam. A diferença entre os índices é de 8,4 pontos percentuais. Outros 5,2% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Mesmo com a desaprovação acima da aprovação, Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro na simulação de segundo turno, cenário em que ambos permanecem tecnicamente empatados.
Maior identificação dos eleitores com a direita.
O Instituto Vox Brasil também investigou a identificação política dos eleitores. A direita reúne 39,8% das respostas, enquanto 33,4% dos entrevistados se identificam com a esquerda. Outros 25% afirmaram não se reconhecer em nenhum dos dois espectros políticos.
O levantamento também traçou o perfil socioeconômico e religioso dos participantes. Pessoas com renda de até dois salários mínimos representam 83,9% da amostra. Entre as religiões, os católicos correspondem a 56,2% dos entrevistados, e os evangélicos, a 31,4%. Na divisão por regiões, o Sudeste concentra a maior parcela dos participantes, com 41,7%, seguido pelo Nordeste, que representa 26,9% da amostra.