Geral
Bate-boca entre grupos políticos termina em ofensas na PUC
Influenciador ligado ao PL ironizou a morte de Marielle Franco durante ato na Gávea; universidade havia vetado eventos político-partidários
Por Leonardo Brito
Publicado em 13/10/2026 22:22:17A disputa política que opõe apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegou à entrada da PUC-Rio, na Gávea, Zona Sul do Rio, nesta terça-feira (13). Manifestantes dos dois campos se concentraram em frente à universidade, trocaram provocações e protagonizaram momentos de tensão. Durante o ato, o influenciador Breno Faria, conhecido como “Café com Teu Pai”, fez comentários debochados sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco.
LEIA MAIS: Flávio Bolsonaro afirma que não irá em debate da Band neste domingo
Breno estava em um carro de som ao lado dos vereadores Rogério Amorim e Rafael Satiê, ambos do partido. Enquanto manifestantes do campo progressista gritavam “Marielle, presente”, o influenciador ironizou a morte da parlamentar, em março de 2018.
“Marielle tá no céu, com Papai do Céu, não adianta. Ou não, né? Ou tá no colo do capeta”, disse. Na sequência, ele fez provocações sobre a ausência paterna, sob risos. O episódio foi registrado em vídeos que circularam nas redes sociais.
Breno estava em um carro de som ao lado dos vereadores Rogério Amorim e Rafael Satiê, ambos do partido. Enquanto manifestantes do campo progressista gritavam “Marielle, presente”, o influenciador ironizou a morte da parlamentar, em março de 2018.
“Marielle tá no céu, com Papai do Céu, não adianta. Ou não, né? Ou tá no colo do capeta”, disse. Na sequência, ele fez provocações sobre a ausência paterna, sob risos. O episódio foi registrado em vídeos que circularam nas redes sociais.
Os atos aconteceram um dia depois de a PUC-Rio anunciar que não autorizaria eventos de natureza político-partidária em suas dependências até o encerramento do período eleitoral. A instituição classificou a medida como preventiva e excepcional, citando a necessidade de preservar a segurança e a integridade física e moral de estudantes, professores, funcionários e demais integrantes da comunidade acadêmica. Procurada pela reportagem de O DIA, a PUC disse que não iria se pronunciar
Com a restrição, os grupos se reuniram na área pública, nas proximidades do acesso pela Rua Padre Leonel Franca. Apoiadores do bolsonarismo ficaram próximos ao carro de som, enquanto manifestantes de esquerda se concentraram junto à entrada da universidade. Houve gritos de ordem e provocações entre os participantes.
As mobilizações haviam sido convocadas por grupos com posições distintas. A Liga da Juventude Livre, responsável pelo movimento “A PUC Também é Nossa”, defendia espaço para diferentes visões políticas na universidade. Já o grupo PUC Antifascista havia anunciado uma atividade de leitura, estudo e desenho livre nos pilotis do campus.
Em comunicado divulgado na segunda-feira (12), a Liga afirmou que a organização da manifestação havia sido discutida previamente com representantes da instituição, em reunião realizada em 9 de outubro. O grupo sustentou que o ato era apartidário e não previa campanha eleitoral. Após o veto, anunciou que não faria a atividade dentro do campus e convocou a mobilização em frente à universidade.
Nas redes sociais, o Instituto Marielle Franco condenou as provocações sobre a morte da vereadora.
"Zombar do assassinato de Marielle Franco não é opinião. Não é debate. Não é liberdade de expressão. É violência política. Marielle foi uma mulher brilhante, cientista social formada pela PUC-Rio, pesquisadora, mestre em Administração Pública e uma parlamentar que dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos. Uma mulher que pensava o Brasil com profundidade e trabalhava para transformá-lo."
Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018, ao lado do motorista Anderson Gomes. O crime teve repercussão nacional e mobilizou investigações que identificaram os responsáveis pela execução e o mandante.
Breno Faria recebeu 27.088 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados e terminou como suplente. Rafael Satiê foi eleito deputado federal pelo PL, com 91.074 votos. Rogério Amorim concorreu a deputado estadual, recebeu 35.810 votos e também ficou como suplente.
Marielle foi assassinada em 14 de março de 2018, ao lado do motorista Anderson Gomes. O crime teve repercussão nacional e mobilizou investigações que identificaram os responsáveis pela execução e o mandante.
Breno Faria recebeu 27.088 votos na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados e terminou como suplente. Rafael Satiê foi eleito deputado federal pelo PL, com 91.074 votos. Rogério Amorim concorreu a deputado estadual, recebeu 35.810 votos e também ficou como suplente.