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Sóstenes diz que tentará votar PEC por hora trabalhada no próximo ano

Líder do PL anunciou plano do partido, defendido também por Flávio Bolsonaro, no dia de votação da 6x1 no Senado

Por Estadão Conteúdo

Publicado em 14/10/2026 19:53:23 Atualizado em 14/10/2026 19:53:23
Sóstenes Cavalcante defende que a PEC de Marinho daria mais liberdade aos trabalhadores
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira, 14 - dia em que o Senado deve votar o fim da escala 6x1 - que o partido tentará votar em 2027 a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o pagamento por hora trabalhada.

Protocolada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o texto era defendido pela oposição ao governo como uma alternativa à PEC do fim do 6X1. Também é o modelo defendido pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), sob o argumento de que o pagamento por hora daria flexibilidade a trabalhadores.

Segundo integrantes da oposição, esse modelo poderia coexistir com o da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e ficaria a cargo do trabalhador escolher a qual modelo seria submetido.

A oposição era crítica a estabelecer a escala 5x2, tal como defendido pelo governo Lula (PT), mas, com a proximidade da eleição, recuou e decidiu votar favoravelmente, após movimento de Flávio Bolsonaro nessa direção.

O senador, que já classificou o fim da escala 6x1 de hipocrisia e medida oportunista, afirmou que tomou a decisão para atender "a maioria da população".

"Estou rodando o Brasil, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6x1. Então, vou votar a favor do fim da 6x1. Mas defendemos algo ainda melhor. Queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar sua escala de trabalho", disse, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar.

Segundo apurou a Coluna do Estadão, ainda que tenha decidido votar favoravelmente à proposta, Flávio defenderá o "aperfeiçoamento" do texto após o segundo turno das eleições.

Com um Congresso mais à direita em 2027, a oposição considera haver ambiente para pautar a PEC de Marinho.

PEC do fim da 6x1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), indicou que haveria votos suficientes para aprovar o texto no primeiro turno - a PEC exige o apoio de pelo menos 49 senadores, em cada um dos dois turnos de votação.

Governistas tentam aprovar um calendário especial para concluir a votação nesta quarta-feira, enquanto a oposição busca adiar o segundo turno da PEC para depois das eleições. Segundo Alcolumbre, já há os votos necessários para acelerar a votação nesta quarta.

A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com limite de oito horas diárias, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos. A proposta também estabelece que a implementação da medida nos contratos ocorrerá sem redução salarial.