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Preso por internet ilegal no Alemão e Chapadão vivia em mansão
Casa luxuosa tem piscina, jacuzzi, lareira e até um elevador com paredes de vidro
Por Thalita Queiroz
Publicado em 19/10/2026 19:37:21Imagens gravadas pela Polícia Federal nesta segunda-feira (19) mostram a mansão onde morava um dos suspeitos de se beneficiar do monopólio do fornecimento ilegal de internet nos complexos do Alemão e do Chapadão, na Zona Norte do Rio. Localizada em uma área nobre da Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, a casa conta com piscina, jacuzzi, lareira, academia e até um elevador com paredes de vidro. Veja o vídeo abaixo.
Imagens mostram a mansão onde morava um dos suspeitos de se beneficiar do monopólio do fornecimento ilegal de internet nos complexos do Alemão e do Chapadão, na Zona Norte do Rio Crédito: Divulgação/Polícia Federal https://t.co/mAddCooXo4
— Jornal O Dia (@jornalodia) October 19, 2026
Além da estrutura de luxuosa, o detido também acumulava valores em espécie, duas pistolas, joias e relógios, além de um veículo, celulares e documentos. O alvo, que não teve o nome divulgado pela PF, foi preso na mesma operação que prendeu Márcia Nepomuceno (mulher de Marcinho VP e mãe de Oruam), Lucca Nepomuceno (filho de Marcinho VP e irmão de Oruam) e o vereador Fábio Silva (Podemos).
Operação
De acordo com as investigações, traficantes armados cortam cabos e incendeiam caixas de distribuição de operadoras regulares e de suas concorrentes, impedem os reparos. Assim, obrigam moradores e comerciantes a contratar a chamada "internet do tráfico".
Segundo a PF, provedores autorizados pela facção pagam mensalmente uma "tarifa" pelo direito de operar nos territórios. As apurações identificaram que, em um único mês, a cobrança sobre a internet respondeu por mais de 40% de todo o lucro do Comando Vermelho na Penha.
"A exploração desse serviço público tornou-se uma das principais atividades lucrativas do crime organizado e fomenta a guerra pelo controle de territórios: cada comunidade dominada representa uma base de clientes cativos e uma nova fonte de receita para a facção", explicou a corporação.
Como esquema chegava à família de Oruam e Marcinho VP
As apurações revelaram que Marcinho VP, que está preso no presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, continua controlando as atividades empresariais exploradas nesses territórios, em conjunto com seus familiares e outras lideranças do CV.
De acordo com a PF, os lucros chegavam à família de Marcinho por meio de empresas arrecadadoras, operadores financeiros e contas de passagem. O dinheiro era dissimulado em produtoras de eventos, empresas de publicidade, imóveis de alto padrão – pagos em dinheiro vivo – e criptoativos.
Na Operação Backbone, policiais federais buscam cumprir 23 mandados de prisão preventiva e 24 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os agentes atuam na cidade do Rio; em Nova Iguaçu, São João de Meriti e Magé, na Baixada Fluminense; em Teresópolis, na Região Serrana; e em Maricá, na Região Metropolitana.