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Após votar em SP, Lula discursa: ‘Não temos duas pátrias, somente uma'
Acompanhado de ex-ministros e aliados, candidato à reeleição cumpre pleito em uma escola estadual em São Bernardo do Campo
Por Rodrigo Maciel
Publicado em 25/10/2026 11:17:00 Atualizado em 25/10/2026 11:21:54O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou em uma escola estadual em São Bernardo do Campo, em São Paulo, neste domingo (25), por volta das 9h40. O petista esteve no local acompanhado de seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), além dos ministros Alexandre Padilha (PT) e Luiz Marinho (PT).
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Após votar, o presidente estendeu uma bandeira do Brasil e posou para fotógrafos. Em seguida, abraçou mesários e eleitores presentes na seção eleitoral. O chefe do Executivo seguiu com aliados até a área reservada à imprensa, onde discursou em tom emocionado sobre sua trajetória e fez duras críticas ao adversário na disputa pelo Palácio do Planalto.
Após votar, o presidente estendeu uma bandeira do Brasil e posou para fotógrafos. Em seguida, abraçou mesários e eleitores presentes na seção eleitoral. O chefe do Executivo seguiu com aliados até a área reservada à imprensa, onde discursou em tom emocionado sobre sua trajetória e fez duras críticas ao adversário na disputa pelo Palácio do Planalto.
"O povo brasileiro foi o exército da democracia"
Ao iniciar o pronunciamento, Lula agradeceu a Deus e a aliados históricos presentes, destacando a singularidade de concorrer a um quarto mandato presidencial no país. O candidato declarou que essa situação se deve ao povo brasileiro, que se posicionou nas ruas ao longo da campanha de segundo turno.
"É muito gratificante alguém que nasceu numa terra de pouca chance de sobrevivência conseguir sobreviver e estar concorrendo às eleições para obter, para o povo brasileiro, um quarto mandato. Não é habitual no Brasil, e não é em muitos países do mundo. E eu só estou aqui por causa do povo brasileiro", afirmou o petista, citando atos em Minas Gerais (MG), seja na Bahia (BA), Pernambuco (PE), no Maranhão (MA), no Ceará (CE), no Rio de Janeiro (RJ), em Belo Horizonte (BH), no Rio Grande do Sul (RS) e São Paulo (SP).
"É muito gratificante alguém que nasceu numa terra de pouca chance de sobrevivência conseguir sobreviver e estar concorrendo às eleições para obter, para o povo brasileiro, um quarto mandato. Não é habitual no Brasil, e não é em muitos países do mundo. E eu só estou aqui por causa do povo brasileiro", afirmou o petista, citando atos em Minas Gerais (MG), seja na Bahia (BA), Pernambuco (PE), no Maranhão (MA), no Ceará (CE), no Rio de Janeiro (RJ), em Belo Horizonte (BH), no Rio Grande do Sul (RS) e São Paulo (SP).
Segundo Lula, as manifestações recentes não tiverem precedentes. "O que eu vi neste segundo turno foi algo, do meu ponto de vista sociológico, quase inexplicável. Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não fui eu nem o Alckmin. O povo foi para a rua para defender as suas conquistas. Se eu ganhar essas eleições, só devo a minha vitória ao povo brasileiro, que foi efetivamente o exército da democracia", completou.
''É uma demonstração do que é que tá em jogo nesse país. De um lado, aqueles que querem democracia, educação, saúde, crescimento econômico, emprego de qualidade, viver com decência, dignidade, respeito e de forma harmônica, respeitando os que pensam diferente. Porque a coisa mais sagrada da democracia é a convivência democrática na diversidade'', destaca.
"A coisa mais sagrada é a convivência na diversidade"
O presidente se posicionou contra episódios recentes de violência política registrados no país durante a reta final de campanha, como o da vereadora Iara Pimentel (PT) teve o rosto atingido por um objeto na noite do último sábado (24), e cobrou tolerância entre eleitores de diferentes correntes ideológicas.
''A contrapartida disso é a violência que o outro lado está impondo na sociedade brasileira. Já há denúncias hoje de vários ataques e mortes. Claro, um grupo de pessoas foi a um bar tacou um tijolo na cara da nossa companheira, que fraturou o nariz dela. Há outra... Outra notícia de morte em Bonito, no Mato Grosso do Sul, e talvez Dourados também, em um bar'', conta.
Lula relembrou disputas eleitorais anteriores contra nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e o próprio Geraldo Alckmin para frisar que o respeito ao resultado das urnas sempre foi a regra do jogo democrático.
Lula relembrou disputas eleitorais anteriores contra nomes como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e o próprio Geraldo Alckmin para frisar que o respeito ao resultado das urnas sempre foi a regra do jogo democrático.
"Os vizinhos não precisam torcer para o mesmo time, mas não precisam brigar. Os vizinhos não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisam brigar. Se cada um aprender a respeitar o direito dos outros, a fé dos outros, o time dos outros, o partido dos outros, a gente exerce a democracia na sua plenitude", ponderou o mandatário. "Ganhando ou perdendo, a gente acata o resultado e vai se preparar para a seguinte."
Lula critica patrimônio de parlamentares
Em ataque ao seu adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), Lula criticou o patrimônio de parlamentares brasileiros. "Se vocês virem deputado rico, vereador rico, senador rico, governador rico e presidente rico, ou ele era rico antes ou, se ficou rico com o salário, ele roubou. O salário público não dá para enriquecer", declarou, questionando transações imobiliárias do oponente.
Lula assume posição nacionalista
Lula refletiu também sobre o uso dos símbolos patrióticos e colocou em contraste os projetos de país representados nas urnas.
"O povo tem uma escolha: se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos para as escolas ou um Brasil que distribua a possibilidade de comprar um milhão de armas. A gente quer um país que distribua livros ou um país em que se venda mais de um bilhão de balas? É isso que está em jogo", ressaltou.
"E se a gente vai escolher um país em que a bandeira é respeitada, essa bandeira aqui. Porque do lado de lá eles fazem campanha com essa, mas querem governar com a bandeira americana. Aqui a gente faz com essa e governa com essa, ganha e perde com essa. A gente não tem duas pátrias, é uma pátria só. A gente não tem dois deuses, é um Deus só", finalizou o petista ao pedir que Deus abençoe os eleitores brasileiros.
"O povo tem uma escolha: se a gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos para as escolas ou um Brasil que distribua a possibilidade de comprar um milhão de armas. A gente quer um país que distribua livros ou um país em que se venda mais de um bilhão de balas? É isso que está em jogo", ressaltou.
"E se a gente vai escolher um país em que a bandeira é respeitada, essa bandeira aqui. Porque do lado de lá eles fazem campanha com essa, mas querem governar com a bandeira americana. Aqui a gente faz com essa e governa com essa, ganha e perde com essa. A gente não tem duas pátrias, é uma pátria só. A gente não tem dois deuses, é um Deus só", finalizou o petista ao pedir que Deus abençoe os eleitores brasileiros.
* Reportagem do estagiário Rodrigo Maciel, sob supervisão de Luiz Maurício