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Flávio Bolsonaro deixa o Brasil, dizem aliados

Senador teria ido à Argentina e, de lá, pegado um voo particular para os Estados Unidos; Polícia Federal investiga suposta fuga

Por Manuella Viégas

Publicado em 27/10/2026 14:45:59 Atualizado em 27/10/2026 14:45:59
Flávio Bolsonaro (PL) teria deixado o Brasil um dia após decisão do STF
Pessoas próximas à família de Flávio Bolsonaro (PL) confirmaram que o senador deixou o Brasil com destino aos Estados Unidos, nesta terça-feira (27). De acordo com o portal Metrópoles, o avião está em voo.
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O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL) estava desaparecido desde a manhã desta terça-feira. A última mensagem teria sido enviada ao senador Rogério Marinho (PL), que foi coordenador de campanha de Flávio, às 8h, em que dizia estar “esfriando a cabeça”, mas não respondeu se havia deixado o Brasil.

Na madrugada desta terça-feira, o site argentino Infobae publicou que Flávio teria cruzado a fronteira com a Argentina e, de Puerto Iguazú, teria pegado um avião particular com destino aos EUA.

A Polícia Federal, que apura a suposta fuga, não identificou registros da saída de Flávio Bolsonaro do país em seus sistemas migratórios. Os agentes investigam se o senador adotou algum método ilegal para deixar o Brasil por fora do controle da corporação.

A Direção Nacional de Imigração do governo argentino também afirmou não ter registrado qualquer entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina.

"Diante da repercussão na mídia sobre a presença de um avião particular no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú, as autoridades iniciaram os procedimentos de fiscalização da aeronave e da tripulação. Por fim, constatou-se que a documentação da empresa está regular e não foi apresentado nenhum plano de voo que inclua a família Bolsonaro", diz o órgão

De acordo com o Estadão, até o momento não há qualquer tipo de movimentação na casa de Flávio em Brasília, no Distrito Federal. Segundo um funcionário do condomínio, tentativas de ligações pelo interfone foram malsucedidas.

A suposta fuga acontece um dia depois de Flávio ser intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal. A medida, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, faz parte do processo que investiga o senador e o advogado Willer Tomaz por lavagem de dinheiro.

Nas redes sociais, o senador disse que foi intimado pela PF no momento em que deixava a casa do pai.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio afirmou que a determinação teve como fundamento uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, feita em 23 de outubro, antes da divulgação do resultado da eleição presidencial. Na entrevista, concedida a um programa dos Estados Unidos, Eduardo defendeu que o senador deixasse o país caso perdesse a disputa para Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio negou que tenha manifestado intenção de sair do Brasil e criticou a decisão, que classificou como política. Apesar das críticas, afirmou que pretende entregar os documentos e contestar a medida judicial.

“Eu vou entregar os meus passaportes e vou me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar”, declarou.

O senador, no entanto, não cumpriu o prazo de 24 horas determinado pelo STF e não entregou os passaportes à Polícia Federal. No início da tarde, a corporação realizou o cancelamento dos documentos em seu sistema de controle. Apesar do descumprimento, não é possível considerá-lo foragido, porque não há mandado de prisão contra o senador.
A reportagem tenta contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro e do Partido Liberal. O espaço segue aberto para manifestações.