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Adolescente denuncia Mc Poze por estupro; caso é investigado
Segundo a vítima, o crime ocorreu no fim de setembro na residência do artista, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste
Por Ana Fernanda Freire
Publicado em 29/10/2026 09:21:08 Atualizado em 29/10/2026 09:21:08A Polícia Civil investiga uma denúncia de estupro e ameaça de uma adolescente de 16 anos contra o cantor Marlon Brendon Coelho, o Mc Poze do Rodo. A vítima prestou depoimento nesta quarta-feira (28) na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV).
Segundo o registro de ocorrência, o caso ocorreu no dia 26 de setembro na residência do artista, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste.
Na ocasião, a vítima foi convidada por uma amiga para uma festa que ocorria no local. Ao chegar ao evento, teve contato com o Mc, com quem posteriormente manteve relações sexuais, com ausência de consentimento para ejaculação. Segundo a adolescente, ela pediu que ele utilizasse preservativo, porém ele se recusou, afirmando que não utilizava o método de proteção com mulheres que frequentavam sua casa.
Dois dias depois, ela alega ter sido coagida a comparecer novamente à residência, onde ele teria pego seu celular e a ameaçado, determinando que ela ingerisse diversos medicamentos que havia comprado. Caso ela se recusasse, ele teria afirmado que pediria para um de seus amigos que a fizesse desaparecer.
Durante os acontecimentos, a vítima afirma que foram oferecidas substâncias entorpecentes conhecidas por "Black Lança" e outras drogas, além de bebidas alcoólicas. No momento da relação, ela reforça que não se encontrava consciente.
Em nota, a advogada criminalista Daiana Andrade, que representa a vítima, informou que denunciou o cantor MC Poze do Rodo por estupro de adolescente, ameaça e fornecimento de substâncias a adolescente.
Segundo a defesa, a jovem deixou claro que só aceitaria a relação com preservativo, condição que foi desrespeitada. Depois, teria sido ameaçada e pressionada a ingerir medicamentos.
"Consentimento não se presume. Quando a mulher impõe uma condição e ela é ignorada, não há consentimento. Fama não é salvo-conduto", afirma a advogada.
Ao O DIA, a advogada afirmou que espera que o cantor seja responsabilizado. "A defesa espera que os fatos sejam apurados e que, ao final da investigação, isso vire um processo e ele seja processado e condenado. É isso que a defesa e a vítima esperam", destacou.
O caso tramita sob sigilo, e a identidade da vítima é protegida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a Polícia Civil, os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos na especializada. Diligências estão em andamento para apurar todos os fatos.
Segundo a defesa, a jovem deixou claro que só aceitaria a relação com preservativo, condição que foi desrespeitada. Depois, teria sido ameaçada e pressionada a ingerir medicamentos.
"Consentimento não se presume. Quando a mulher impõe uma condição e ela é ignorada, não há consentimento. Fama não é salvo-conduto", afirma a advogada.
Ao O DIA, a advogada afirmou que espera que o cantor seja responsabilizado. "A defesa espera que os fatos sejam apurados e que, ao final da investigação, isso vire um processo e ele seja processado e condenado. É isso que a defesa e a vítima esperam", destacou.
O caso tramita sob sigilo, e a identidade da vítima é protegida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
De acordo com a Polícia Civil, os supostos autores serão intimados a prestar esclarecimentos na especializada. Diligências estão em andamento para apurar todos os fatos.
A reportagem procurou a defesa e a assessoria do cantor, mas ainda não teve retorno. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
Problemas com a Jusitça
O cantor MC Poze já foi preso em 2019 por apologia ao crime e foi alvo de uma operação contra sorteios ilegais em 2024. Em 2025, voltou à prisão, desta vez por associação ao tráfico. Já em abril deste ano, foi detido pela Polícia Federal por suspeita de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.
Em maio, ele recebeu habeas corpus da Justiça Federal, que revogou a prisão preventiva mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial e a entrega do passaporte.
Em maio, ele recebeu habeas corpus da Justiça Federal, que revogou a prisão preventiva mediante o cumprimento de medidas cautelares. Entre as determinações estão o comparecimento mensal em juízo, a proibição de deixar a cidade onde reside por mais de cinco dias sem autorização judicial e a entrega do passaporte.