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CRM do Paraná reage a alunos de Medicina que ofenderam bolsistas: 'Ferem o Código de Ética'

Por Agencia Estado

Publicado em 01/11/2026 15:30:30

O Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) reagiu ao grupo de alunos de medicina de uma faculdade particular que divulgou mensagens ofensivas contra bolsistas.

As mensagens, de teor elitista e com apologia ao nazismo, foram publicadas na noite de 25 de outubro, após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial.

"Tais atitudes ferem diretamente os princípios fundamentais do Código de Ética do Estudante de Medicina, segundo os quais o estudante deve estar a serviço da saúde do ser humano e da coletividade, exercendo suas atividades sem discriminação de qualquer natureza", disse o CRM do Paraná.

O CRM do Paraná afirmou durante a semana que acompanha o caso e "adotará todas as providências cabíveis". "A escolha pela Medicina exige compromissos humanísticos e humanitários, pautados pela promoção do bem-estar físico, mental e social dos indivíduos e da coletividade. Atitudes discriminatórias são incompatíveis com esses valores", disse a entidade em nota divulgada no dia 27 de outubro.

O CRM do Paraná disse ainda que adotará "todas as providências cabíveis" para acompanhar o desdobramento do caso.

Ao informar a expulsão dos envolvidos, a UniCesumar, de Maringá, no Norte do Paraná, não especificou quantos alunos foram punidos. A instituição informa que concluiu uma sindicância para apurar o caso e recomendou à reitoria a "aplicação de medidas disciplinares em relação aos alunos envolvidos" que incluem "advertências, suspensões e desligamentos do quadro discente da instituição, de acordo com a gravidade de cada conduta apurada".

"A instituição repudia veementemente qualquer forma de discriminação ou preconceito", diz a nota.

O Centro Universitário FAG, em Cascavel, também no Paraná, informou que três estudantes de medicina receberam advertências e foram suspensos pelo envio de mensagens semelhantes. "A instituição repudia veementemente manifestações que desrespeitem a dignidade humana, incitem o ódio ou ultrapassem os limites do respeito e da convivência democrática", afirma o FAG em nota. O comunicado acrescenta que "os processos administrativos seguem em curso".

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