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Cotada ao ministério do Meio Ambiente, Marina defende adesão voluntária de Mapas do Caminho

Por Agencia Estado

Publicado em 03/11/2026 12:19:47

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva afirmou, nesta terça-feira, 3, que os Mapas do Caminho não são um instrumento de negociação vinculante para a 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que começa na próxima sexta-feira, em Antália, na Turquia.

Durante evento em Brasília, Marina explicou que os documentos, apresentados hoje, são contribuições do Brasil que podem ser incorporadas voluntariamente pelos países. As iniciativas tratam de dois compromissos: transição para longe de combustíveis fósseis e redução do desmatamento.

"Isso aqui não é um novo caminho, é uma nova maneira de caminhar, com os passos que são necessários de serem dados para que a gente tenha novas trajetórias tecnológicas", disse Marina, que citou Noruega e França como países que estão desenvolvendo iniciativas próprias. "Não é impositivo, mas é um caminho que nós não podemos deixar por menos, porque nós já estamos vivendo sob os efeitos da mudança do clima", acrescentou

A deputada federal, candidata derrotada nas eleições ao Senado por São Paulo, tem sido cotada para voltar ao Ministério do Meio Ambiente no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito na semana passada. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Marina integrará a delegação da Câmara dos Deputados na COP da Turquia, mas deve se encontrar com Lula durante o evento.

O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, disse que os Mapas do Caminho mostram o compromisso do Brasil com o multilateralismo. "Os Mapas do caminho criam uma plataforma e um processo, além de mostrar como avançar em pequenos aspectos às vezes", ressaltou.

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