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Pesquisa Quaest: 62% dizem que Flávio errou ao fugir para os EUA

Segundo levantamento, maioria defende que eleições foram "limpas e justas" e acredita que senador saiu do País para não enfrentar a Justiça

Por Estadão Conteúdo

Publicado em 08/11/2026 12:12:34 Atualizado em 08/11/2026 12:12:34
Quase um terço dos apoiadores de Flávio Bolsonaro não concorda com decisão de deixar o país
A maioria dos brasileiros reprova a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de fugir do Brasil após ser derrotado nas eleições presidenciais, mostra pesquisa Quaest divulgada neste domingo (8). Para 62% dos entrevistados, a ida do senador aos Estados Unidos foi uma decisão "errada", enquanto 29% a consideram "certa". Outros 9% não souberam ou não responderam.
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A decisão de deixar o País é reprovada até mesmo por uma parcela dos eleitores que votaram em Flávio no segundo turno. Embora 58% considerem acertada a ida do senador ao país estrangeiro, quase um terço (32%) não concorda com a atitude. Entre os que votaram em Lula, a rejeição é ampla: de 89%.

A Quaest também perguntou sobre a motivação de Flávio para sair do País. Quase seis em cada dez (56%) dizem que o senador deixou o Brasil para "fugir da Justiça", enquanto 35% acreditam que foi para "se proteger de perseguição política". Outros 2% não concordam com nenhuma das duas hipóteses colocadas e 7% não sabem ou não quiseram responder.

A opinião sobre o que levou o candidato derrotado a fugir também muda conforme o voto no segundo turno. Entre os eleitores de Lula, 83% dizem que Flávio deixou o Brasil para fugir da Justiça, enquanto 11% apontam uma suposta perseguição política. Já entre os eleitores do senador, prevalece a interpretação de que ele buscou se proteger de perseguição política (65%), embora 29% digam que o objetivo foi escapar da Justiça.

Maioria vê eleições limpas e justas

A exemplo do que fez seu pai após a derrota nas eleições de 2022, Flávio Bolsonaro tem questionado o resultado das urnas, postura reprovada por 59% dos entrevistados e aprovada por 34%, segundo a Quaest. A rejeição é praticamente a mesma registrada há quatro anos, quando 61% desaprovavam os questionamentos ao processo eleitoral feitos pelo então presidente Jair Bolsonaro e 34% os apoiavam.

A pesquisa mostra ainda que a maioria dos brasileiros rejeita a tese de fraude eleitoral defendida pelo senador e seu entorno. Para 61% dos eleitores, as eleições brasileiras foram "limpas e justas", enquanto 30% acreditam que houve fraude. Há quatro anos, os percentuais eram de 64% e 29%, respectivamente.

A crença em fraude eleitoral é predominante entre os eleitores de Flávio: 64% dos que apertaram o 22 no segundo turno dizem acreditar que as eleições foram fraudadas, enquanto 28% as consideram limpas e justas. Entre os que votaram no 13, 93% reconhecem a lisura do pleito e apenas 3% apontam fraude.

No recorte regional, o Nordeste é onde há maior confiança no processo eleitoral: 72% dos entrevistados da região consideram que o País teve eleições limpas e justas. A desconfiança, por outro lado, é maior entre os eleitores do Sul, onde 41% acreditam que houve fraude.

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 30 de outubro e 2 de novembro. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.