• Siga o Meia-Hora nas redes!

Do samba para o funk

l Rainha das Passistas do Salgueiro, Rebecca Alves, de 20 anos, agora se arrisca em outro ritmo. Do samba para o funk, a passista trocou os pés pela voz. Como MC, ela já comemora o sucesso de Cai de Boca, entre as mais pedidas em bailes nas favelas do Rio e que chega hoje às plataformas digitais. "Estou amando essa fase", diz. Produzido pelo DJ Zebrinha, o hit, aliás, foi um presente da cantora Ludmilla. A versão light da música contou com a produção do DJ JP.

Como foi essa mudança?

Comecei no samba desde pequena. Sempre amei sambar, mas também gostava de dançar outros ritmos. O funk chegou na minha vida com "Cai de Boca", presente da Ludmilla, a quem agradeço muito. Só depois de gravar essa música que me apaixonei pelo segmento e me tornei MC.

Você vai deixar o Salgueiro?

Sou passista há 10 anos, Rainha há três e pretendo continuar por muitos anos. A escola é a minha segunda casa!

Já está sentindo a fama por causa do funk "Cai de Boca"?

Ainda não acredito no que está acontecendo. É tudo muito novo e estou amando essa fase (risos)!

Tem feito muitos shows por semana?

Estou começando agora. Ainda tenho que trabalhar bastante, me aperfeiçoar. Tenho feito uns quatro shows por semana.

Você já cantou no Baile da Gaiola, na Penha. O que você sentiu?

Foi incrível, nunca imaginei cantar para 20 mil pessoas. Vi as pessoas interagindo de verdade e eu fiquei muito feliz.

Quem são suas referências musicais no funk?

Ludmilla, Anitta e Iza.

Você é negra, linda e bissexual assumida. Você se considera empoderada?

Eu gosto de quem me faz feliz! Isso é o mais importante na minha vida. Não importa o sexo. É triste saber que, na maioria dos relacionamentos de hoje, a pessoa não tem liberdade pra fazer nada. Isso é errado. Não sei se sou empoderada. Eu sou verdadeira, gosto do jeito que sou, me acho bonita e sou feliz.

O que é sucesso para você?

Ser reconhecida pelo que faço sem passar por cima de ninguém.

Comentários

Mais notícias