De responsa
A Corrida pela Vida: fugindo de predadores
Eclodem ovos da Tartaruga Vovó: a mais antiga monitorada pelos cientistas
Por O Dia
Publicado em 03/04/2026 08:56:37Colunista: Luiz André Ferreira
Esperada com expectativa a cada temporada, foi recebida com alegria pelos pesquisadores ao voltar a desovar no litoral norte do Espírito Santo, em área de atuação do Projeto Tamar e do Centro Tamar/Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), na mesma região onde desovou pela primeira vez. O reencontro para desova consolida o mais longo acompanhamento de uma espécie já documentado no país.
Embora possa viver até 80 anos, a conhecida como Tartaruga Vovó tem apenas 37. Isso porque ela é a mais antiga a ser monitorada. Trata-se do mais longo acompanhamento de uma espécie já documentado no Brasil.
Sua última desova foi em abril. Elas têm por característica colocar seus ovos sempre no mesmo lugar. Ou seja, no caso da vovó, no litoral norte do Espírito Santo, em área de atuação do Projeto Tamar do Instituto Chico Mendes.
“Esse registro histórico reforça a importância das políticas públicas que vêm sendo implementadas há mais de 40 anos. O trabalho árduo rende frutos quando é contínuo”, afirma o coordenador do Centro Tamar/ICMBio, João Carlos Alciati Thomé.
Bússola Interna
As ações de conservação das tartarugas marinhas no Brasil começaram no fim da década de 1970.
“Quando pensamos que as ações para conservar as cinco espécies de tartarugas marinhas começaram em 1979, é gratificante vermos esses resultados. Ou seja, dia após dia, equipes fazem a diferença em campo, em análises técnicas qualificadas e com o apoio das comunidades costeiras, visando mudar o cenário de pressão sobre esses indivíduos”, celebra Thomé.
A fêmea, da espécie tartaruga-cabeçuda, foi marcada pela primeira vez em 1988 e voltou a ser registrada em dezembro de 2025, no litoral norte do Espírito Santo.
“Quando pensamos que as ações para conservar as cinco espécies de tartarugas marinhas começaram em 1979, é gratificante vermos esses resultados. Ou seja, dia após dia, equipes fazem a diferença em campo, em análises técnicas qualificadas e com o apoio das comunidades costeiras, visando mudar o cenário de pressão sobre esses indivíduos”, celebra Thomé.
A fêmea, da espécie tartaruga-cabeçuda, foi marcada pela primeira vez em 1988 e voltou a ser registrada em dezembro de 2025, no litoral norte do Espírito Santo.
O caso ocorreu no contexto da temporada de desova das tartarugas marinhas no Brasil, que se inicia em setembro e se estende até março ou abril, dependendo da espécie e da região. Durante esse período, equipes percorrem centenas de quilômetros de praias para monitorar fêmeas, proteger ninhos e acompanhar a eclosão dos filhotes.
As áreas de reprodução variam conforme a espécie. No caso da tartaruga-cabeçuda, os principais pontos estão no litoral norte da Bahia, norte do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. Já a tartaruga-de-couro concentra sua reprodução no Espírito Santo e no Piauí, enquanto a tartaruga-de-pente ocorre principalmente no Nordeste.
As áreas de reprodução variam conforme a espécie. No caso da tartaruga-cabeçuda, os principais pontos estão no litoral norte da Bahia, norte do Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. Já a tartaruga-de-couro concentra sua reprodução no Espírito Santo e no Piauí, enquanto a tartaruga-de-pente ocorre principalmente no Nordeste.
Espécies de Tartarugas Marinhas
Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco desovam no Brasil. Entre elas, a tartaruga-oliva e a tartaruga-cabeçuda apresentam o maior número de ninhos. Outras, como a tartaruga-de-couro e a tartaruga-de-pente, ainda figuram entre as mais ameaçadas.
“Trabalhamos ao longo de todo o ano em diversas frentes, como análise de impacto ambiental, ações de sensibilização e educação ambiental, além do monitoramento em campo”, explica o coordenador do Projeto Tamar.
A atuação também inclui a avaliação de empreendimentos com potencial impacto sobre áreas de reprodução, garantindo a proteção desses animais de forma contínua.
Nas últimas décadas, o cenário de conservação mudou significativamente. Segundo Thomé, espécies antes amplamente exploradas para consumo e uso do casco apresentaram redução nos níveis de ameaça. A tartaruga-verde, por exemplo, deixou a categoria de ameaçada e passou a ser considerada quase ameaçada.
Apesar dos avanços, os riscos permanecem. A poluição por resíduos sólidos, especialmente plásticos, segue como um dos principais problemas, já que os animais confundem o material com alimento. A pesca incidental também continua sendo um desafio, embora iniciativas como o uso do Dispositivo Exclusor de Tartarugas (TED) tenham contribuído para reduzir impactos e evitar a captura acidental.
“Trabalhamos ao longo de todo o ano em diversas frentes, como análise de impacto ambiental, ações de sensibilização e educação ambiental, além do monitoramento em campo”, explica o coordenador do Projeto Tamar.
A atuação também inclui a avaliação de empreendimentos com potencial impacto sobre áreas de reprodução, garantindo a proteção desses animais de forma contínua.
Nas últimas décadas, o cenário de conservação mudou significativamente. Segundo Thomé, espécies antes amplamente exploradas para consumo e uso do casco apresentaram redução nos níveis de ameaça. A tartaruga-verde, por exemplo, deixou a categoria de ameaçada e passou a ser considerada quase ameaçada.
Apesar dos avanços, os riscos permanecem. A poluição por resíduos sólidos, especialmente plásticos, segue como um dos principais problemas, já que os animais confundem o material com alimento. A pesca incidental também continua sendo um desafio, embora iniciativas como o uso do Dispositivo Exclusor de Tartarugas (TED) tenham contribuído para reduzir impactos e evitar a captura acidental.
* Luiz André Ferreira é podcaster, curador, jornalista, apresentador e professor universitário
Mestre em Projetos Socioambientais, em Bens Culturais e Designer Educacional
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