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Palestinos protestam

Quatro mortos e 250 feridos na fronteira com Israel

Quatro palestinos foram mortos e cerca de 250 ficaram feridos a tiros em protestos ontem perto da fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel, uma semana depois do protesto em que 19 palestinos foram mortos e 1.400 ficaram feridos no dia mais sangrento desde a guerra em 2014 entre Israel e o Hamas.

Milhares de palestinos se reuniram ontem perto da cerca de segurança que separa o território israelense do enclave palestino controlado pelo movimento islâmico Hamas. Os confrontos irromperam em vários lugares ao longo da barreira. Manifestantes queimaram pneus e jogaram pedras contra os soldados israelenses. Os soldados responderam disparando gás lacrimogêneo e atirando com munição real.

Preparando-se para os protestos, jovens palestinos juntaram pneus para incendiá-los. Os soldados instalaram enormes ventiladores para dissipar a fumaça e também usaram jatos d'água. O Exército afirmou que suas forças respondiam "com meios antichoque e armas de fogo".

A mobilização sem precedentes da "marcha do retorno" prevê manifestações e acampamentos durante seis semanas na fronteira entre Israel e Gaza para exigir o "direito de retorno" de cerca de 700 mil palestinos expulsos de suas terras, ou que fugiram durante a guerra que se seguiu à criação de Israel em maio de 1948.

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