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Trump baixa a bola

Presidente dos EUA recua na ameaça com mísseis

"Nunca disse quando aconteceria um ataque na Síria", tuitou Trump - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou o tom mais evasivo ontem sobre a intenção de bombardear a Síria em represália a um ataque com armas químicas contra civis em Duma. Ontem, Trump escreveu no Twitter "Nunca disse quando aconteceria um ataque na na Síria. Pode acontecer muito em breve ou não tão cedo!".

A nova mensagem de Trump parece reduzir o tom bélico exibido na quarta-feira, quando ele deu a entender que atacaria a qualquer momento.

Com o aumento da tensão entre EUA e Rússia, principal aliada do regime de Bashar al-Assad, primeira-ministra britânica Theresa May convocou uma reunião de emergência do seu governo para "discutir uma resposta aos eventos na Síria".

Na França, o presidente Emmanuel Macron também relativizou a urgência de uma reação. "Teremos decisões a serem tomadas no devido tempo, quando julgarmos o mais útil e o mais eficaz". Macron disse ter "provas" de que "armas químicas foram usadas".

A chanceler alemã, Angela Merkel, também considerou "evidente" que o regime sírio ainda dispõe de um arsenal químico, e enfatizou que a Alemanha não participria de ações militares contra a Síria.

Segundo observadores independentes, mais de 40 pessoas morreram em Duma, último reduto rebelde de Ghuta Oriental, enquanto mais de 500 feridos foram tratados por "dificuldades respiratórias".

A perspectiva da ação militar dos EUA com apoio de França e Reino Unido faz parte de um contexto extremamente difícil entre o potencias ocidentais e a Rússia.

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