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Marvel autoriza que fã em estado terminal veja filme antes da estreia

Australiano, que tem câncer no fígado e na boca, assistirá 'Vingadores: Ultimato'

Poster oficial do filme Vingadores: Ultimato
Poster oficial do filme Vingadores: Ultimato -

Austrália - Um australiano de 33 anos recorreu à Internet para realizar um último desejo. Alexander, fã da Marvel, sofre com um câncer no fígado e na boca, além de insuficiência na medula óssea. A doença lhe deixou com poucos meses de vida. Usando a rede social Reddit, popular no exterior, ele revelou que provavelmente não conseguiria sobreviver até abril, quando o filme "Vingadores: Ultimato" estreia.

"Ouvi falar de pessoas que conseguiram assistir a filmes antes. Eu não sou uma criança ou qualquer pessoa com uma história particularmente trágica. Só um rapaz normal", explicou ao jornal "Daily Mail".

A publicação rapidamente atingiu milhares de internautas, que levantaram a hashtag #Avengers4Alexander ("Vingadores para Alexander", em português). Com tamanha repercussão, Alexander ficou sabendo que até o ator Chris Hemsworth, que interpreta o personagem Thor na franquia, tomou conhecimento de sua história e estava empenhado em ajudá-lo.

"Recebi mensagens de pessoas dizendo que superiores da Marvel estão cientes de mim e estão preparando algo. Além disso, como a Austrália é um lugar pequeno, acontece que conheço um cara que conhece um cara que é amigo de Chris Hemsworth", escreveu o fã na mesma publicação.

Quando recebeu a confirmação, Alexander comemorou no Reddit: "A Disney me procurou e estamos discutindo opções. Eu chorei quando li o e-mail deles. É tudo o que eu esperava e devo isso a vocês".

Alexander é portador da doença Anemia de Fanconi. Desenvolveu câncer de boca em 2017, o que levou à amputação de sua mandíbula. Em seguida, teve câncer de medula óssea e câncer no fígado em 2018, quando lhe avisaram que teria apenas um ano de vida.

Na publicação em que compartilha seu desejo, o australiano chegou a receber comentários oferecendo suporte financeiro, mas explicou: "Dinheiro não é problema, mas sim tempo. Em vez disso, gostaria de direcioná-los para doar dinheiro à pesquisa da minha doença genética".