Polícia prende suspeita de aliciar menores para exploração sexual
Mariana de Oliveira Minas era a última foragida em investigação que também envolve professor universitário denunciado pelo Ministério Público
Por Leonardo Brito
Publicado em 17/10/2026 20:36:34 Atualizado em 17/10/2026 20:36:34A apuração é conduzida pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) e investiga uma organização criminosa suspeita de aliciar menores para abusos sexuais e produção de material pornográfico. Mariana trabalhou como empregada doméstica de Cordovil Antônio Nogueira Martins, advogado e professor universitário apontado pela investigação como líder do grupo.
Cordovil está preso desde março. Em maio, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou denúncia contra ele por estupro de vulnerável, exploração sexual e produção e divulgação de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
Suspeita também é investigada por abandono de incapaz
O nome de Mariana voltou a aparecer em um registro policial em agosto deste ano, quando uma criança foi levada à delegacia de Itaboraí por um homem que a encontrou sozinha em um bar.
Na unidade, a menina relatou que estava com um telefone celular dado pela mãe, mas que não a via desde o dia anterior. O episódio foi registrado na 71ª DP (Itaboraí) como abandono de incapaz.
Conforme o registro, a criança vivia com Mariana em um abrigo do município. A mulher também possui antecedentes policiais por abandono de incapaz e foi presa em 2012 por suspeita de matar o ex-marido a facadas.
As investigações sobre a rede avançaram após a prisão de Cordovil, no Grajaú, Zona Norte. A partir da análise de informações reunidas durante as diligências, os agentes passaram a investigar outros possíveis participantes do esquema.
Em outubro, a Polícia Civil prendeu Luiz Alberto Martins Sobrinho, de 68 anos, apontado pelos investigadores como um dos articuladores da organização enquanto Ariane Minas, filha dela, tinha sido presa em Nova Iguaçu, na baixada fluminense.
A denúncia apresentada contra Cordovil aponta que os crimes teriam ocorrido entre 2020 e 2025 e envolvido ao menos três vítimas, com idades entre 10 e 17 anos. Durante a investigação, foram encontrados mais de oito mil arquivos com conteúdo sexual envolvendo menores no celular do professor, segundo informações divulgadas pelas autoridades.
A reportagem de O DIA tenta contato com as defesas de Mariana de Oliveira Minas, Ariane Minas, Cordovil Antônio Nogueira Martins e Luiz Alberto Martins Sobrinho. O espaço segue aberto para posicionamentos.