A Praça José de Jesus, na Vila Operária, em Duque de Caxias, foi palco da exibição do documentário 'Favela da Vila Operária: Uma história de resistência construída por José de Jesus, o Sr. Barbosa', dirigido e roteirizado pela moradora do território Lu Brasil. A sessão reuniu moradores, pesquisadores e apoiadores da produção e contou ainda com o sorteio de exemplares do livro sobre a Vila Operária, escrito por Mauro Amoroso e Lu Brasil.
O documentário retrata a história da Vila Operária a partir da luta pelo direito à moradia e da ocupação irregular do território, narrada por quem construiu essa trajetória com as próprias mãos. A produção se baseia em depoimentos coletados ao longo de oito anos com moradores e moradoras mais antigos da favela, resgatando memórias que ajudam a compreender a formação e a resistência da comunidade.
Entre os entrevistados está o produtor Wagner Moutinho, que conduz o espectador por um percurso dentro da favela durante o filme. A obra também incorpora as análises da historiadora Denize Ramos e da jornalista Silvia de Mendonça, ampliando o olhar sobre o território e contextualizando sua importância histórica e social.
Além da exibição na Vila Operária, o documentário já circulou por escolas do próprio território e integrou a programação de eventos como o Cine Faces Festival e o 5º Festival Mate Com Angu. Novas apresentações estão previstas dentro da favela, fortalecendo o acesso da própria comunidade à produção, além de uma sessão especial na Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF), instituição que apoiou o projeto desde seus primeiros passos.
Para a diretora Lu Brasil, o filme reforça a importância de que moradores sejam protagonistas das narrativas sobre seus próprios territórios, historicamente marcados por estigmas e invisibilização. A metodologia da História Oral foi central no processo, permitindo que moradores e moradoras revissem suas memórias e compartilhassem relatos sobre o surgimento da Vila Operária.
Lu também destaca a realização pessoal de contribuir para o não apagamento das histórias das favelas, especialmente da Baixada Fluminense, e de estimular novas pesquisas e produções para as próximas gerações. Segundo a diretora, o projeto não se encerra com o documentário: outros desdobramentos já estão sendo pensados e o público pode ter um vislumbre do que vem por aí nos momentos finais do filme.
Para saber mais sobre o projeto, entre em contato pelo Instagram: @vilaoperariabxd

