Hoje é o Dia Internacional contra a Homofobia, data que criminaliza o preconceito contra a população LGBTQIA . A LGBTfobia não é apenas uma violação de direitos humanos fundamentais, mas um entrave crítico ao crescimento econômico do país.
Um estudo inédito, 'Quanto custa a exclusão LGBTI no mercado de trabalho no Brasil?', lançado no Complexo da Maré em 08 de maio, revela o impacto econômico e fiscal da discriminação e da exclusão de pessoas LGBTI no Brasil.
O estado brasileiro perde, anualmente, cerca de R$ 94,4 bilhões devido à exclusão dessa população do mercado de trabalho e deixa de arrecadar aproximadamente R$ 14,6 bilhões em impostos todos os anos, recursos que poderiam ser reinvestidos em áreas como saúde e educação.
A exclusão é acentuada por cor e gênero. As taxas de desemprego são de até três vezes maiores para mulheres trans negras e 70% das pessoas LGBTI enfrentam discriminação no trabalho.
Quando se é uma pessoa LGBT residente de favela, os desafios para acessar o mercado de trabalho são ainda maiores. Diversos moradores, para conseguir emprego, não colocam seu território no currículo, justamente pelo estigma social relacionado aos desafios enfrentados, como operações policiais e questões ambientais, entre outros.
Uma pessoa entrevistada descreveu como o preconceito influencia a percepção dos empregadores e o acesso a empregos qualificados: "Viver em bairros distantes ou periféricos significa não apenas percorrer longas distâncias, mas também ser visto como alguém que 'não pertence' a ambientes de trabalho qualificados". Disponível em: custodaexclusaolgbti.com.br
Não é necessário ser LGBT para lutar contra a LGBTfobia. O preconceito custa caro às vítimas, mas também a toda a sociedade. Quando o direito de existir é cerceado e o acesso ao trabalho é negado, populações seguem tentando superar e ir além da lógica da sobrevivência.

