Um jovem talento de Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio, está conquistando novos territórios através da arte. Aos 25 anos, o ator Jefferson Baptista dá um passo importante na carreira ao integrar o elenco de 'Man on Fire', superprodução da Netflix que alcançou destaque entre as mais assistidas da plataforma.
Com uma trajetória construída no teatro e passagens pelo audiovisual, Jefferson interpreta Livro, personagem central do núcleo brasileiro da trama. O papel chama atenção por romper com estereótipos frequentemente associados a jovens negros e periféricos nas telas.
"O Livro vem para representar muitos meninos pretos e periféricos em um lugar diferente do que é habitual. Ele é um menino sonhador, carinhoso, que tem os estudos como grande propósito de mudança de vida. Vai ser divertido pra caramba e muito bonito acompanhar a evolução dele. Tudo o que tem para oferecer, todos os desafios… porque, mesmo sendo esse menino sensível, ele se joga em toda essa loucura que é 'Man on Fire', destaca o jovem ator.
Para viver o personagem, Jefferson encarou cinco meses de gravações entre Brasil e México, com uma rotina intensa de preparação física, cenas de ação e desafios emocionais. Segundo ele, a série trouxe a oportunidade de realizar cenas que sempre sonhou fazer no audiovisual. "Vocês podem esperar uma série de tirar o fôlego", afirma.
A caminhada até esse momento começou cedo. O teatro foi a base da formação artística de Jefferson, que passou a buscar oportunidades no audiovisual até conquistar sua estreia na Netflix. Na produção, Jefferson divide cenas com nomes como Yahya Abdul-Mateen II, Billie Boullet e Alice Braga. A atriz brasileira, inclusive, se tornou uma referência durante as gravações. "É muito maneiro estar em cena com uma artista que te dá dicas técnicas e de carreira. É uma artista em quem você pode confiar de olhos fechados", destaca.
Jefferson enxerga o momento como uma abertura de caminhos. O ator espera continuar contando histórias que representem a cultura brasileira e as vivências periféricas. "Eu não vejo a hora de construir novos 'Livros' e 'Jeffersons' por aí", celebra.

