Formação com foco na educação antirracista

Projeto realizou cinco encontros presenciais no Rio
Projeto realizou cinco encontros presenciais no Rio -

Estabelecer conexões e fortalecer-se, o que chamamos de aquilombamento, é a missão de 'Por uma literatura enegrecida desde a infância'. O projeto educacional, idealizado por Mariane Diaz, une sua experiência como contadora de histórias e pesquisadora de literatura de autoria negra para infâncias.

Contemplado por editais públicos, o objetivo não era formar apenas professores, mas pessoas interessadas em dialogar e trocar experiências sobre literatura infantil e questões étnico-raciais. O curso, realizado na Nave do Conhecimento de Realengo, contou com um público diversificado, incluindo profissionais da educação, mediadores de leitura e famílias.

A maioria dos participantes eram mulheres negras, principalmente professoras da rede pública da zona oeste, totalizando 40 vagas preenchidas, mesmo com alguma evasão ao longo do percurso. Parte do grupo criou uma rede de troca e intercâmbio.

Mariane Diaz explica que, por muitas cursistas serem professoras, as aprendizagens e trocas realizadas na formação tendem a impactar suas práticas pedagógicas, tornando-as multiplicadoras. Ela destaca que o curso despertou reflexões antes não consideradas, mesmo entre aquelas que atuam na perspectiva de uma educação antirracista.

'Por uma literatura enegrecida desde a infância' realizou cinco encontros, três conduzidos por Diaz e dois com convidados especiais. Luciana Soares, fundadora da Aziza Editora e doutoranda em letras vernáculas na UFRJ, falou sobre literatura infantil moçambicana. O artista, autor, ilustrador e arte-educador Caio Zero, finalista do prêmio Jabuti em 2025 na categoria de literatura infantil com seu livro "O maior museu do mundo", compartilhou seu processo criativo e estudos enquanto artista com o grupo.

Fernanda dos Santos, professora da rede municipal do Rio, de 45 anos, destaca a importância de uma formação inclusiva e antirracista na educação. Ela ressalta que "nem tudo que se apresenta como antirracista é realmente pautado dessa forma, incluindo livros, autores, editoras e ilustradores".

Para saber mais, acesse a conta @olubayoeducacao no Instagram.

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