O samba e o carnaval também guardam histórias que vão muito além da festa. Para discutir as relações entre ancestralidade, memória, literatura e os saberes de matriz africana presentes na cultura brasileira, a escritora, pesquisadora e filósofa Helena Theodoro ministra, de 21 a 25 de setembro, o curso gratuito 'Filosofias Ancestrais, Literatura e as Artes do Carnaval', na Biblioteca Parque Estadual, no Centro do Rio (Avenida Presidente Vargas, 1261).
A formação terá cinco encontros presenciais, das 13h às 17h, e 30 vagas gratuitas. A proposta é reunir estudantes, professores, pesquisadores, artistas, profissionais e agentes culturais, além de pessoas interessadas em cultura afro-brasileira, patrimônio, memória e cultura popular. A atividade acontece com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através do Edital Literatura do Rio ao RJ.
Ao longo dos encontros, serão abordadas referências das tradições bantu, nagô e jeje, além de temas como cosmologia, ancestralidade, axé, oralidade e transmissão de saberes. A formação parte da compreensão de que esses conhecimentos estão presentes em diferentes manifestações culturais brasileiras, ainda que tenham sido historicamente afastados dos espaços formais de produção de conhecimento.
O samba e as escolas de samba também serão analisados a partir de suas histórias, símbolos e processos criativos. A programação inclui discussões sobre enredos, figurinos, alegorias, bateria, mestre-sala e porta-bandeira, além de relações entre obras literárias e desfiles. Entre os exemplos estão 'Os Sertões', de Euclides da Cunha, que inspirou o desfile da Em Cima da Hora em 1976, e 'Um defeito de cor', de Ana Maria Gonçalves, que esteve na base do enredo da Portela em 2024. Informações nos perfis @helenatheodoro e @bibliotecasparquerj no Instagram.

