Neste domingo (27), Rio das Pedras, na Zona Sudoeste do Rio, recebe sua primeira Parada LGBT+. Com o tema "Nas ruas e na política: dando close certo e mais direitos", o evento será marcado por celebrações, homenagens e lutas, exaltando a força da diversidade e o orgulho na favela.
A concentração terá início às 14h, em frente ao Espaço Legal, localizado na Avenida Engenheiro Souza Filho, 1000. O evento é organizado por Presidenta Poderosa, mulher trans, e pela comunicadora Cássia Moura.
Segundo a organização, a Parada busca unir celebração cultural, ação social e valorização da pluralidade de vozes que constroem a história e a resistência no território.
“Ser LGBTQIAPN+ é, fundamentalmente, exercer o direito pleno à cidadania, em que cada indivíduo deve ser acolhido e respeitado em sua identidade, independentemente de classe social, etnia ou fé. A Parada é encontro, união e celebração, mas também uma oportunidade de cobrar políticas públicas reais, ativistas comprometidos e aliados de fato, para que nossa existência seja defendida com respeito e dignidade, na prática e nas atitudes”, declara Presidenta Poderosa, organizadora do ato.
A organização planejou medidas voltadas à segurança e ao bem-estar do público durante todo o percurso. Além do trio elétrico e das atrações culturais, o evento contará com a Tenda da Saúde, em parceria com a Clínica da Família da região, oferecendo orientações, insumos de prevenção e cuidados voltados à comunidade.
O evento conta com o apoio de voluntários, comerciantes locais e uma rede de solidariedade comunitária. O percurso pela Avenida Engenheiro Souza Filho será animado por DJs locais e reunirá lideranças comunitárias, ativistas e convidados.
Segundo Cássia Moura, coordenadora da Parada, a importância do evento está no protagonismo da própria comunidade em celebrar sua existência, suas histórias e sua diversidade.
“É ocupar o território, fortalecer o pertencimento e mostrar que a população LGBT+ também tem direito à cidade, à cultura, ao lazer e à cidadania. A Parada é fruto de uma construção coletiva, com voluntários, apoiadores, organizações locais, associação de moradores, comerciantes e comunicadores populares. Além de celebrar a diversidade e lutar por direitos, a iniciativa também busca movimentar a economia criativa e fortalecer o comércio local”, diz Cássia.
Por Wellington Melo, repórter e colaborador do PerifaConnection

