Esse é o primeiro grande evento de Lorena, desde que teve uma lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) no joelho esquerdo, que a deixou de fora da Copa do Mundo da Austrália.
Precisando fazer cirurgia, a goleira ficou onze meses parada e só voltou aos gramados em fevereiro deste ano. Em abril foi convocada pelo técnico Arthur Elias para disputar a She Believes Cup, onde pegou 4 pênaltis (1 no tempo regulamentar e 3 na disputa de penalidades) na partida contra o Japão que rendeu a medalha de bronze na competição.
A goleira nasceu em São Paulo, e começou a jogar futebol brincando na rua. Mas o lugar no gol veio por um acidente. No dia de um torneio de rua, a mãe do goleiro não deixou ele ir, e como ninguém mais queria ocupar a posição, Lorena assumiu o posto. Aos 14 anos foi para o Bangu, e depois para o Sport.
Lorena chegou ao Grêmio em 2019, onde começou a ganhar notoriedade. Em 2021 foi convocada pela primeira vez para a seleção brasileira, pela então treinadora Pia Sundhage. No ano seguinte conquistou a Copa América. Ela terminou o campeonato sem tomar gols, e foi eleita a melhor goleira da competição.
A frustração, no auge da carreira, quando perdeu a Copa do Mundo por causa da lesão, pode ser substituída pela medalha em uma Olimpíada. Com destaque em Paris, Lorena é uma das responsáveis pela classificação brasileira durante toda a competição.
Contra a Nigéria foram 5 defesas, sendo duas difíceis. Apesar das derrotas para Japão e Espanha ela também foi um dos destaques, evitando um placar maior. Contra a França, além do pênalti, fez mais três defesas e ganhou todos os duelos aéreos.
Agora Lorena vai disputar sua primeira final olímpica e já tem medalha garantida uma vez que, se o Brasil perder, conquista a prata e em caso de vitória leva o ouro inédito. A goleira vai encarar o melhor ataque da competição até aqui, dos Estados Unidos, com 11 gols. O jogo que vale a medalha acontece neste sábado, às 12h.