Ratcliffe assistiu ao empate sem gols do time diante do Aston Villa, fora de casa, no fim de semana. Já Glazer dificilmente comparece ao clube desde a aquisição por parte do seu pai, Malcolm, em 2005. A reunião trimestral do Fans Advisory Board pode ter mudanças na pauta por causa dos resultados ruins e uma reavaliação do trabalho de Ten Hag deve acontecer.
Após o 3 a 3 com o Porto na Liga Europa, na qual abriu 2 a 0, torcedores começaram a pedir a saída do técnico. Ele justificou que a equipe está em reformulação e precisa de tempo para o trabalho aparecer. Também já havia cedido igualdade ao Twente na competição, além de amargar três derrotas e dois empates em sete rodadas do Campeonato Inglês e apenas a 14ª colocação na tabela.
A reunião "planejada há muito tempo" em Old Trafford certamente terá Ten Hag na pauta pelo fato de o bilionário britânico Jim Ratcliffe não demonstrar muito apreço pelo trabalho do holandês. Dono de 27,7% do United, o empresário teria de ir contra o CEO Omar Berrada e o diretor esportivo Dan Ashworth, que discursaram dando apoio ao técnico.
Ratcliffe assumiu o comando do futebol do United após investir US$ 1,3 bilhão (aproximadamente R$ 7,1 bilhões) e na sexta-feira não quis responder se Ten Hag tinha seu respaldo. "Não quero responder a essa pergunta", disse à BBC. "Gosto de Erik. Acho que ele é um ótimo treinador, mas no final das contas não é uma decisão minha, é a equipe de gestão que está comandando o Manchester United que tem que decidir como melhor comandar o time em muitos aspectos diferentes."
Amargando seu pior início de Campeonato Inglês desde 1989-90, com apenas oito pontos, e hoje na 21ª colocação da Liga Europa (iria para o playoffs por vaga nas oitavas decidindo o mata-mata fora de casa), o United já teve cinco comandantes diferentes nos últimos 11 anos. Ten Hag já teve o trabalho questionado ao fim da temporada passada e novamente está no alvo nas críticas.