Os ataques do Irã a uma base militar dos Estados Unidos em território do Catar provocaram impacto imediato no futebol local. A Federação Catari de Futebol anunciou a suspensão de todas as partidas e competições no país por tempo indeterminado.
"Federação de Futebol do Qatar anuncia o adiamento de todos os torneios, competições e partidas, com efeito a partir de hoje e até novo aviso. As novas datas para a retomada das competições serão anunciadas oportunamente pelos canais oficiais da Federação".
Duas partidas da Stars League, a primeira divisão do país, que estavam programadas para sábado, já haviam sido adiadas. A decisão também coloca sob incerteza a realização da Finalíssima, confronto entre Argentina, campeã da Copa América, e Espanha, vencedora da Eurocopa, inicialmente marcado para 27 de março no Catar.
O cenário regional também mobiliza a Fifa. A entidade acompanha os desdobramentos do conflito, que envolve diretamente o Irã - seleção já classificada para a Copa do Mundo de 2026, que terá Estados Unidos, Canadá e México como sedes. O secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom, adotou tom cauteloso ao comentar o caso.
"Fiquei sabendo das notícias assim como vocês, nesta manhã. Seria prematuro comentar sem saber detalhes. Mas é claro que vamos monitorar o desenvolvimento de todos os problemas ao redor do mundo. Nosso foco é termos uma Copa do Mundo segura, com todo mundo lá", afirmou.
O Irã garantiu vaga no Mundial ao liderar o Grupo A das Eliminatórias Asiáticas e está no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Entre os atletas que atuam no futebol catari, houve manifestações nas redes sociais. Os brasileiros Lucas Veríssimo, Paulo Otávio e Giovani publicaram mensagens pedindo proteção ao país após os ataques. "Que Alá torne este país seguro", escreveram em publicação conjunta.

