Sardar Azmoun, um dos nomes mais frequentes nas convocações da seleção do Irã nos últimos anos, ficou fora da lista para os amistosos de março, contra Nigéria e Costa Rica, na Turquia. A ausência chamou atenção não apenas pelo histórico do atacante, mas pelo contexto fora de campo que envolve seu nome.
De acordo com veículos da imprensa iraniana, a decisão teria relação com uma publicação recente do jogador nas redes sociais. Azmoun compartilhou uma foto ao lado de autoridades de Dubai, incluindo o primeiro-ministro Mohammed bin Rashid Al Maktoum. O registro foi apagado pouco depois, mas repercutiu negativamente.
O episódio ocorre em meio a um cenário de tensão política entre Irã e Emirados Árabes Unidos. Segundo a agência de notícias iraniana Fars, uma fonte ligada à seleção afirmou que o atacante foi expulso da equipe após a repercussão da publicação. Até o momento, a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã não comentou oficialmente o assunto.
Aos 29 anos, Azmoun soma 91 partidas pela seleção iraniana, com 57 gols marcados, e vinha sendo presença constante nas convocações do técnico Amir Ghalenoei. Atualmente, ele defende o Shabab Al-Ahli, clube dos Emirados Árabes.
Classificado para a Copa do Mundo de 2026 como líder de seu grupo nas Eliminatórias Asiáticas, o Irã vive incerteza sobre a sua participação no torneio. O país atravessa um período de conflito e já houve manifestações de autoridades locais afirmando não querem o país na disputa do Mundial, que será realizado nos Estados Unidos, Canadá e México.
O Irã está no Grupo G da competição, com jogos contra Bélgica e Nova Zelândia em Los Angeles e contra o Egito em Seattle.

